"É excelente conseguir amamentar um filho, mas ainda mais importante é passar horas a tentar, acreditando que isto é o melhor a fazer. " J.M.
A frase não é minha, é de alguém que, sem saber, assumiu uma importância extrema numa das fases mais bonitas e ao mesmo tempo menos fáceis da minha vida... porque me fez de novo começar a acreditar em mim!!! Grata, muito grata!!!
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10 outubro, 2013
23 março, 2013
Breast Crawl - o inicio da amamentação
Mágico...
puro instinto presente em todos os bebés, basta darem-lhes o tempo e o espaço necessário...
puro instinto presente em todos os bebés, basta darem-lhes o tempo e o espaço necessário...
07 março, 2013
10 janeiro, 2013
700 tipos de bactérias presentes no leite materno
Mais um estudo...para quem ainda possa achar que talvez o leite artificial seja "parecido" ao leite materno....
Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”
10 Janeiro 2013

Uma equipa de investigadores espanhóis descobriu o mapa microbiano do leite materno, tendo o estudo revelado que a diversidade microbiana da principal fonte de alimento dos recém-nascidos é maior do que se pensava, com mais de 700 espécies.
Através de uma técnica baseada numa ampla sequênciação de ADN, os cientistas conseguiram identificar o conjunto de bactérias existente no leito materno, denominado microbioma.
O leite materno é determinante para o desenvolvimento da flora bacteriana no recém-nascido. No entanto, desconhece-se ainda o papel biológico desempenhado por essas bactérias nos recém-nascidos.
Com este estudo, será agora possível determinar as variáveis pré e pós-parto que influenciam a riqueza microbiana do leite materno.
Algumas amostras de colostro, o primeiro líquido segregado pelas glândulas mamárias ao parto, analisadas neste estudo revelaram mais de 700 espécies destes microrganismos. As bactérias Weissella, Leuconostoc, Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus foram as mais comuns encontradas nestas amostras.
Em amostras de leite materno recolhidas um mês e seis meses após o início da amamentação foram encontradas bactérias típicas da cavidade bucal como a Veillonella, Leptotrichia e Prevotella.
Os investigadores descobriram também que o peso das mães influencia a riqueza bacteriana do leite materno. O leite de mães obesas que tinham engordado mais do que o recomendado durante a gravidez possuía uma menor diversidade de espécies.
O tipo de parto afeta igualmente o microbioma do leite materno. Um parto vaginal produzia na mãe leite mais rico em microrganismos do que o leite de uma mãe que tinha tido uma cesariana planeada. No entanto, o leite oriundo de mães que tinham sido submetidas a um parto por cesariana não planeada tinha uma riqueza microbiana semelhante ao das mães que tinham tido um parto vaginal.
Estes resultados parecem sugerir que o estado hormonal da mãe na altura do parto é um fator relevante e os autores acreditam que a falta de sinais hormonais de parto e de stress fisiológico poderão influenciar a diversidade microbiana do leite materno.
Os investigadores estão agora a procurar determinar se o papel destas bactérias é metabólico (no sentido em que ajuda a digestão do bebé que amamenta) ou imunitário, ou seja, se auxiliam na distinção entre organismos benéficos e estranhos.
Os autores consideram ainda que esta descoberta poderá ser benéfica para a indústria da nutrição: “se as bactérias do leite materno descobertas neste estudo forem importantes para o desenvolvimento do sistema imunitário, acrescentá-las ao leite artificial pode reduzir o risco de alergias, asma e doenças autoimunitárias”, comentaram.
29 janeiro, 2011
Posição da Sociedade Portuguesa de Pediatria face à notícia do jornal Público "Cientistas contrariam recomendações de leite materno"
Foi há dias publicada uma notícia no Jornal o Público com o título “Cientistas contrariam recomendações de leite materno”. Tal notícia, pelo modo como foi apresentada, poderá suscitar interpretações erradas relativamente à prática do aleitamento materno. A divulgação da notícia pelo grande público merece por parte da Direcção da SPP algumas apreciações. Umas de ordem geral relativas ao aleitamento materno e outras específicas relativas ao conteúdo do artigo em questão.
A recomendação da OMS aponta como desejável um aleitamento materno exclusivo ao longo do primeiro semestre de vida de modo a proporcionar um óptimo crescimento, desenvolvimento e estado de saúde. Essa recomendação é suportada numa revisão sistemática, publicada em 2004 e tendo em conta dados referentes ao crescimento estaturo-ponderal e do perímetro cefálico, morbilidade respiratória e gastrintestinal, eczema atópico, asma e desenvolvimento neuromotor entre outros parâmetros avaliados. Nova revisão sistemática mais recente permitiu a publicação das mesmas conclusões em 2009.
A OMS não refere que tais efeitos benéficos apenas ocorrem com a prática de aleitamento materno (AM) materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida. O que a OMS refere é que o leite materno (LM) fornece potencialmente todos os nutrientes capazes de suprirem de modo adequado as necessidades do primeiro semestre de vida e que diminui a curto e longo prazo a prevalência de variada patologia.
O reconhecimento deste efeito benéfico do AM exclusivo sobre o crescimento, desenvolvimento e saúde levou a OMS a publicar recentemente novas curvas de crescimento para a infância que foram construídas com base em avaliações de populações infantis de todos os continentes, tendo como critério de inclusão no estudo, entre outros, a prática do AM exclusivo nos primeiros 4 a 6 meses de vida, dado o reconhecimento consensual de que o melhor alimento é o LM (o melhor alimento de cada espécie é nos primeiro tempos de vida o leite da própria espécie). A OMS não impôs como critério de inclusão no estudo a duração de AM exclusivo durante 6 meses. Tal meta, embora desejável, não é possível ser atingida pela maioria das populações. A mãe aumenta a sua produção de leite ao longo dos primeiros meses de vida como resposta às necessidades crescentes do lactente que evidencia nesse período a maior taxa de crescimento ocorrida em todo o ciclo de vida pediátrico. Se a mama não corresponder a essas necessidades crescentes com um aumento da produção de leite a partir de um qualquer período do 1º semestre de vida (o que pode acontecer por vários factores), então o lactente não receberá um suprimento energético (e em nutrientes) adequado e haverá, nessas situações, necessidade de complementar o LM com outro alimento (fórmula láctea ou outros alimentos, na dependência da idade do lactente). E é consensualmente aceite pelas principais Sociedades cientificas pediátricas, nomeadamente pelos Comités de Nutrição da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Europeia de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) que o LM deverá ser exclusivo nos primeiros 4 – 6 meses de vida, devendo ser complementado com outros alimentos (para além do leite) se necessário, mas nunca antes das 17 semanas de vida. Se a idade for inferior, o complemento deverá ser feito com um leite industrial especialmente adequado para aquela idade.
Todos estes procedimentos de conduta relativa à alimentação do lactente dependem de situações especificas, mas tendo sempre por base que o alimento mais desejável é leite materno que deve ser usado de modo exclusivo e se possível até aos seis meses. Só a partir desta idade é que não é possível suprir adequadamente as necessidades do lactente em macro e micronutrientes e é por isso que o início da diversificação alimentar não deve ocorrer depois das 26 semanas de vida como recomenda o Comité de Nutrição da ESPGHAN.
Um dos grandes efeitos benéficos que se associa ao LM tem que ver com o seu baixo teor proteico que não é possível manter quando se recorre a outros alimentos alternativos. É actualmente muito forte a evidência científica de que um dos factores que tem contribuído para o aumento da prevalência do sobrepeso e obesidade logo desde a 1ª infância se relaciona com o regime alimentar hiperproteico que invariavelmente ocorre logo desde os primeiros meses de vida quando o lactente não é alimentado com LM de modo exclusivo.
Valerá também a pena sublinhar que parte do efeito benéfico para a saúde atribuído ao LM se perde quando se associa outro alimento (como suplemento ao LM), já que dessa atitude resulta uma clara interferência na biodisponibilidade de nutrientes e de outros componentes, com importantes acções biológicas, presentes no leite materno.
Ainda relativamente aos benefícios para a saúde associados ao AM, são desde há muito conhecidos os efeitos benéficos a curto prazo. Mais recentemente, revisões sistemáticas e meta-análises têm mostrado também efeitos benéficos a longo prazo (idade adulta). Por exemplo, é muito forte a evidência de que o aleitamento materno diminui o risco de sobrepeso e obesidade, (actualmente um dos principais problemas de saúde pública) quer ao longo da idade pediátrica, quer mesmo na idade adulta. E é interessante verificar que esse efeito é dose-dependente, isto é, o risco de obesidade será menor quanto maior tiver sido a duração do aleitamento materno ao longo da 1ª infância. Outras revisões têm mostrado também um efeito protector a longo prazo relativamente a outras patologias, como é o caso de alguma patologia metabólica e cardiovascular.
Em resumo poderemos citar a Agency for Healthcare Research and Quality dos Estados Unidos, que tendo por base 29 revisões sistemáticas ou meta-análises reportadas a cerca de 400 estudos verificou que o aleitamento materno se associa a uma redução do risco de otite, gastrenterite não-específica, infecções severas do tracto respiratório inferior, dermatite atópica, asma, obesidade, diabetes de tipo 1 e 2, leucemia na criança e síndrome de morte súbita do lactente entre outras situações.
Relativamente ao artigo em questão, valerá a pena referir que os autores são reputados investigadores, com inúmeras publicações na área da nutrição infantil. Refira-se aliás que a sua produção científica tem mostrado inclusivamente efeitos benéficos a longo prazo para a saúde resultantes da prática do AM.
Como a primeira autora do artigo aponta, não é feita pelos autores nenhuma recomendação quanto à idade de início da diversificação alimentar, mas apenas referido que a introdução de novos alimentos pode ser feita entre os 4 e os 6 meses, mantendo o AM. Os argumentos do artigo do BMJ vão no sentido de uma introdução sistemática de novos alimentos a partir dos 4 meses, tendo em conta um maior risco de anemia e uma maior incidência de alergia alimentar e de doença celíaca associado ao aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Sem pôr em causa os resultados de alguns estudos apontados pelos autores, a verdade é que a evidência científica actual está longe de ser suficientemente robusta para que se possa recomendar a diversificação alimentar sistemática a partir dos 4 meses de vida em todos os lactentes até então alimentados com LM exclusivo. Sublinhe-se ainda o facto de que quanto mais precoce é a introdução de novos alimentos mais rapidamente diminui a duração do AM.
Não deixa de ser curioso que a autora sugira que a recomendação de AM exclusivo por 6 meses seja defensável nos países pobres tendo em conta as elevadas taxas de morbilidade e mortalidade por infecções. Sabemos que nos países mais desfavorecidos, onde a taxa de desnutrição global nas populações é elevada, as mães não conseguem corresponder às necessidades crescentes do lactente com um aumento suficiente da produção de leite e por isso o recurso a outros alimentos ocorre em geral antes dos seis meses.
Em conclusão, julgamos que o título na notícia no Público é manifestamente infeliz, já que deixa transparecer uma posição global, dos autores do artigo, contrária ao AM, quando o que está em causa são apenas alguns aspectos específicos ligados à duração de AM exclusivo.
Assim, os lactentes devem continuar a ser alimentados de modo exclusivo com leite materno, se possível até aos 6 meses de vida. Se tal não for possível então devem receber um complemento alimentar (adequado à idade), mantendo o LM pelo menos ao longo do segundo semestre de vida, como refere a OMS.
A Direcção da SPP
Fonte: SPP
A recomendação da OMS aponta como desejável um aleitamento materno exclusivo ao longo do primeiro semestre de vida de modo a proporcionar um óptimo crescimento, desenvolvimento e estado de saúde. Essa recomendação é suportada numa revisão sistemática, publicada em 2004 e tendo em conta dados referentes ao crescimento estaturo-ponderal e do perímetro cefálico, morbilidade respiratória e gastrintestinal, eczema atópico, asma e desenvolvimento neuromotor entre outros parâmetros avaliados. Nova revisão sistemática mais recente permitiu a publicação das mesmas conclusões em 2009.
A OMS não refere que tais efeitos benéficos apenas ocorrem com a prática de aleitamento materno (AM) materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida. O que a OMS refere é que o leite materno (LM) fornece potencialmente todos os nutrientes capazes de suprirem de modo adequado as necessidades do primeiro semestre de vida e que diminui a curto e longo prazo a prevalência de variada patologia.
O reconhecimento deste efeito benéfico do AM exclusivo sobre o crescimento, desenvolvimento e saúde levou a OMS a publicar recentemente novas curvas de crescimento para a infância que foram construídas com base em avaliações de populações infantis de todos os continentes, tendo como critério de inclusão no estudo, entre outros, a prática do AM exclusivo nos primeiros 4 a 6 meses de vida, dado o reconhecimento consensual de que o melhor alimento é o LM (o melhor alimento de cada espécie é nos primeiro tempos de vida o leite da própria espécie). A OMS não impôs como critério de inclusão no estudo a duração de AM exclusivo durante 6 meses. Tal meta, embora desejável, não é possível ser atingida pela maioria das populações. A mãe aumenta a sua produção de leite ao longo dos primeiros meses de vida como resposta às necessidades crescentes do lactente que evidencia nesse período a maior taxa de crescimento ocorrida em todo o ciclo de vida pediátrico. Se a mama não corresponder a essas necessidades crescentes com um aumento da produção de leite a partir de um qualquer período do 1º semestre de vida (o que pode acontecer por vários factores), então o lactente não receberá um suprimento energético (e em nutrientes) adequado e haverá, nessas situações, necessidade de complementar o LM com outro alimento (fórmula láctea ou outros alimentos, na dependência da idade do lactente). E é consensualmente aceite pelas principais Sociedades cientificas pediátricas, nomeadamente pelos Comités de Nutrição da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Europeia de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) que o LM deverá ser exclusivo nos primeiros 4 – 6 meses de vida, devendo ser complementado com outros alimentos (para além do leite) se necessário, mas nunca antes das 17 semanas de vida. Se a idade for inferior, o complemento deverá ser feito com um leite industrial especialmente adequado para aquela idade.
Todos estes procedimentos de conduta relativa à alimentação do lactente dependem de situações especificas, mas tendo sempre por base que o alimento mais desejável é leite materno que deve ser usado de modo exclusivo e se possível até aos seis meses. Só a partir desta idade é que não é possível suprir adequadamente as necessidades do lactente em macro e micronutrientes e é por isso que o início da diversificação alimentar não deve ocorrer depois das 26 semanas de vida como recomenda o Comité de Nutrição da ESPGHAN.
Um dos grandes efeitos benéficos que se associa ao LM tem que ver com o seu baixo teor proteico que não é possível manter quando se recorre a outros alimentos alternativos. É actualmente muito forte a evidência científica de que um dos factores que tem contribuído para o aumento da prevalência do sobrepeso e obesidade logo desde a 1ª infância se relaciona com o regime alimentar hiperproteico que invariavelmente ocorre logo desde os primeiros meses de vida quando o lactente não é alimentado com LM de modo exclusivo.
Valerá também a pena sublinhar que parte do efeito benéfico para a saúde atribuído ao LM se perde quando se associa outro alimento (como suplemento ao LM), já que dessa atitude resulta uma clara interferência na biodisponibilidade de nutrientes e de outros componentes, com importantes acções biológicas, presentes no leite materno.
Ainda relativamente aos benefícios para a saúde associados ao AM, são desde há muito conhecidos os efeitos benéficos a curto prazo. Mais recentemente, revisões sistemáticas e meta-análises têm mostrado também efeitos benéficos a longo prazo (idade adulta). Por exemplo, é muito forte a evidência de que o aleitamento materno diminui o risco de sobrepeso e obesidade, (actualmente um dos principais problemas de saúde pública) quer ao longo da idade pediátrica, quer mesmo na idade adulta. E é interessante verificar que esse efeito é dose-dependente, isto é, o risco de obesidade será menor quanto maior tiver sido a duração do aleitamento materno ao longo da 1ª infância. Outras revisões têm mostrado também um efeito protector a longo prazo relativamente a outras patologias, como é o caso de alguma patologia metabólica e cardiovascular.
Em resumo poderemos citar a Agency for Healthcare Research and Quality dos Estados Unidos, que tendo por base 29 revisões sistemáticas ou meta-análises reportadas a cerca de 400 estudos verificou que o aleitamento materno se associa a uma redução do risco de otite, gastrenterite não-específica, infecções severas do tracto respiratório inferior, dermatite atópica, asma, obesidade, diabetes de tipo 1 e 2, leucemia na criança e síndrome de morte súbita do lactente entre outras situações.
Relativamente ao artigo em questão, valerá a pena referir que os autores são reputados investigadores, com inúmeras publicações na área da nutrição infantil. Refira-se aliás que a sua produção científica tem mostrado inclusivamente efeitos benéficos a longo prazo para a saúde resultantes da prática do AM.
Como a primeira autora do artigo aponta, não é feita pelos autores nenhuma recomendação quanto à idade de início da diversificação alimentar, mas apenas referido que a introdução de novos alimentos pode ser feita entre os 4 e os 6 meses, mantendo o AM. Os argumentos do artigo do BMJ vão no sentido de uma introdução sistemática de novos alimentos a partir dos 4 meses, tendo em conta um maior risco de anemia e uma maior incidência de alergia alimentar e de doença celíaca associado ao aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Sem pôr em causa os resultados de alguns estudos apontados pelos autores, a verdade é que a evidência científica actual está longe de ser suficientemente robusta para que se possa recomendar a diversificação alimentar sistemática a partir dos 4 meses de vida em todos os lactentes até então alimentados com LM exclusivo. Sublinhe-se ainda o facto de que quanto mais precoce é a introdução de novos alimentos mais rapidamente diminui a duração do AM.
Não deixa de ser curioso que a autora sugira que a recomendação de AM exclusivo por 6 meses seja defensável nos países pobres tendo em conta as elevadas taxas de morbilidade e mortalidade por infecções. Sabemos que nos países mais desfavorecidos, onde a taxa de desnutrição global nas populações é elevada, as mães não conseguem corresponder às necessidades crescentes do lactente com um aumento suficiente da produção de leite e por isso o recurso a outros alimentos ocorre em geral antes dos seis meses.
Em conclusão, julgamos que o título na notícia no Público é manifestamente infeliz, já que deixa transparecer uma posição global, dos autores do artigo, contrária ao AM, quando o que está em causa são apenas alguns aspectos específicos ligados à duração de AM exclusivo.
Assim, os lactentes devem continuar a ser alimentados de modo exclusivo com leite materno, se possível até aos 6 meses de vida. Se tal não for possível então devem receber um complemento alimentar (adequado à idade), mantendo o LM pelo menos ao longo do segundo semestre de vida, como refere a OMS.
A Direcção da SPP
Fonte: SPP
Portugal tem hospitais pouco amigos dos bebés
Poucos estabelecimentos encorajam mães ao aleitamento materno
Há 30 anos que Portugal aderiu ao Código de Ética dos substitutos do leite materno, biberões e retinas para proteger e encorajar a amamentação, mas ainda existem muitos hospitais que, nesta área, não são amigos dos bebés, denunciou uma pediatra, escreve a Lusa.
A crítica é de Leonor Levy, pediatra e especialista em aleitamento materno, que na terça-feira lança o livro «Um acto de amor», que se anuncia como um guia com «tudo o que precisa de saber para amamentar o seu bebé com sucesso».
Em declarações à Lusa, Leonor Levy esclareceu que o objetivo deste livro é um só: «Ajudar».
Para a especialista, que é membro da Comissão Nacional «Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés», que integra o Comité Português para a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) desde 1998, ajuda é precisamente o que as mães precisam para conseguirem alcançar o objectivo de amamentar o seu filho.
No hospital, essa ajuda passa por um ambiente amigo dos bebés, que proporcione uma mamada na primeira hora de vida das crianças e esclarecimentos para que as dificuldades sejam ultrapassadas à medida que surgem.
Já em casa, a mãe deve receber essa ajuda através de um ambiente tranquilo, para que possa dedicar-se em pleno à criança.
Existem, contudo, muitos factores externos que podem contribuir para a ideia de que o leite materno pode, ou deve, ser substituído por leites artificiais, apesar de Portugal ter aderido a um Código de Ética que proíbe este tipo de mensagens.
Em 1981, Portugal aderiu ao Código de Ética dos substitutos do leite materno, biberões e retinas, cujo objectivo é «contribuir para assegurar ao lactente uma nutrição adequada, protegendo e encorajando a amamentação e assegurando a utilização apropriada dos substitutos do leite materno».
Este Código - que contempla as condições de comercialização dos substitutos do leite materno, constitui juntamente com as normas que regulamentam os padrões de qualidade dos mesmos substitutos, um documento indissociável e foi elaborado tendo em atenção a saúde da criança é ainda, 30 anos depois violado por muitos hospitais que não são amigos dos bebés.
No seu livro, Leonor Levy recorda que «a publicidade agressiva a partir das casas produtoras de leite conseguiu atingir os seus objetivos nos anos 50 e 60, chegando-se mesmo a pedir a demonstração da supremacia do leite materno em relação ao leite de vaca», o que terá sido uma «das causas do declínio da amamentação».
Este tipo de publicidade é proibido pelo Código de Ética, proibição que «é continuamente desrespeitada».
«Basta visitar alguns hospitais onde nascem crianças para observar inúmeras referências a marcas que vendem leite artificial, biberões e tetinas» e alguns estabelecimentos oferecem às mães pacotes com brindes deste tipo.
Para a especialista, «comparar o leite de vaca com o leite materno é como equiparar o pronto a vestir e a alta costura».
Estima-se que 95 por cento das mulheres saem das maternidades a amamentar os filhos, mas «muitas dessas mães desistem de amamentar o seu filho durante o primeiro mês de vida do bebé».
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a criança seja alimentada exclusivamente com o leite materno até aos seis meses.
Fonte: IOL Diário
Há 30 anos que Portugal aderiu ao Código de Ética dos substitutos do leite materno, biberões e retinas para proteger e encorajar a amamentação, mas ainda existem muitos hospitais que, nesta área, não são amigos dos bebés, denunciou uma pediatra, escreve a Lusa.
A crítica é de Leonor Levy, pediatra e especialista em aleitamento materno, que na terça-feira lança o livro «Um acto de amor», que se anuncia como um guia com «tudo o que precisa de saber para amamentar o seu bebé com sucesso».
Em declarações à Lusa, Leonor Levy esclareceu que o objetivo deste livro é um só: «Ajudar».
Para a especialista, que é membro da Comissão Nacional «Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés», que integra o Comité Português para a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) desde 1998, ajuda é precisamente o que as mães precisam para conseguirem alcançar o objectivo de amamentar o seu filho.
No hospital, essa ajuda passa por um ambiente amigo dos bebés, que proporcione uma mamada na primeira hora de vida das crianças e esclarecimentos para que as dificuldades sejam ultrapassadas à medida que surgem.
Já em casa, a mãe deve receber essa ajuda através de um ambiente tranquilo, para que possa dedicar-se em pleno à criança.
Existem, contudo, muitos factores externos que podem contribuir para a ideia de que o leite materno pode, ou deve, ser substituído por leites artificiais, apesar de Portugal ter aderido a um Código de Ética que proíbe este tipo de mensagens.
Em 1981, Portugal aderiu ao Código de Ética dos substitutos do leite materno, biberões e retinas, cujo objectivo é «contribuir para assegurar ao lactente uma nutrição adequada, protegendo e encorajando a amamentação e assegurando a utilização apropriada dos substitutos do leite materno».
Este Código - que contempla as condições de comercialização dos substitutos do leite materno, constitui juntamente com as normas que regulamentam os padrões de qualidade dos mesmos substitutos, um documento indissociável e foi elaborado tendo em atenção a saúde da criança é ainda, 30 anos depois violado por muitos hospitais que não são amigos dos bebés.
No seu livro, Leonor Levy recorda que «a publicidade agressiva a partir das casas produtoras de leite conseguiu atingir os seus objetivos nos anos 50 e 60, chegando-se mesmo a pedir a demonstração da supremacia do leite materno em relação ao leite de vaca», o que terá sido uma «das causas do declínio da amamentação».
Este tipo de publicidade é proibido pelo Código de Ética, proibição que «é continuamente desrespeitada».
«Basta visitar alguns hospitais onde nascem crianças para observar inúmeras referências a marcas que vendem leite artificial, biberões e tetinas» e alguns estabelecimentos oferecem às mães pacotes com brindes deste tipo.
Para a especialista, «comparar o leite de vaca com o leite materno é como equiparar o pronto a vestir e a alta costura».
Estima-se que 95 por cento das mulheres saem das maternidades a amamentar os filhos, mas «muitas dessas mães desistem de amamentar o seu filho durante o primeiro mês de vida do bebé».
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a criança seja alimentada exclusivamente com o leite materno até aos seis meses.
Fonte: IOL Diário
09 dezembro, 2010
Falta de leite materno pode estar ligado a tensão alta
Estudo acompanhou pessoas até aos 30 anos
Bebés alimentados com substâncias à base de laticínios apresentam, na vida adulta, uma tensão arterial mais alta do que bebés alimentados com leite materno.
Bebés que recebem leite materno são mais saudáveis, possuem menos probabilidades de ficar obesos e podem apresentar um melhor funcionamento do cérebro, mostraram estudos. Os fabricantes de leite para crianças têm prestado atenção aos estudos científicos e tentam aproximar a fórmula dos seus produtos da composição do leite humano.
Mas, nos anos 70, essas fórmulas baseavam-se no leite de vaca, e a amamentação estava fora de moda em países como os EUA e a Grã-Bretanha.
A equipa liderada por Richard Martin, da Universidade de Bristol, acompanhou o desenvolvimento de bebés examinados entre 1972 e 1974. Agora, com cerca de 30 anos, essas pessoas podem ser divididas em dois grupos. Os que foram alimentados com a fórmula feita à base de leite de vaca ficaram mais altos, mas apresentam maior tensão arterial, descobriu a equipa de Martin.
Bebés alimentados com substâncias à base de laticínios apresentam, na vida adulta, uma tensão arterial mais alta do que bebés alimentados com leite materno.O estudo britânico, publicado na revista «American Journal of Clinical Nutrition», vai ao encontro de vários outros nos quais se afirma que a substituição do leite materno pelo leite de vaca pode levar a problemas cardíacos na vida adulta.
A Academia Americana de Pediatras diz que as mães devem amamentar os filhos pelo menos até ao primeiro ano de vida, ou mais se possível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que dois anos é o prazo mínimo.
Bebés que recebem leite materno são mais saudáveis, possuem menos probabilidades de ficar obesos e podem apresentar um melhor funcionamento do cérebro, mostraram estudos. Os fabricantes de leite para crianças têm prestado atenção aos estudos científicos e tentam aproximar a fórmula dos seus produtos da composição do leite humano.
Mas, nos anos 70, essas fórmulas baseavam-se no leite de vaca, e a amamentação estava fora de moda em países como os EUA e a Grã-Bretanha.
A equipa liderada por Richard Martin, da Universidade de Bristol, acompanhou o desenvolvimento de bebés examinados entre 1972 e 1974. Agora, com cerca de 30 anos, essas pessoas podem ser divididas em dois grupos. Os que foram alimentados com a fórmula feita à base de leite de vaca ficaram mais altos, mas apresentam maior tensão arterial, descobriu a equipa de Martin.
A tensão alta pode provocar problemas cardíacos, tais como ataques no coração. Esse factor pode ter sido provocado pela alta concentração de sódio no leite de vaca, disseram os cientistas. Mas, outros factores também foram citados. «As mães da Grã-Bretanha que amamentaram contaram, provavelmente, com uma educação melhor e devem ter encorajado os seus filhos a adquirir hábitos alimentares mais saudáveis, ao contrário do que aconteceu com mães que não amamentaram».
Traduzido e adaptado por:
Paula Pedro Martins
Jornalista
MNI-Médicos Na Internet
Fonte: Alert
23 novembro, 2010
Amamentação...esclarecer é preciso!!!!
Amamentar é natural, alías é das coisas mais naturais...há muitos anos atrás não se pensava em alimentar os e as bebés de outra forma!!!
No entanto, com o passar dos tempos e com a introdução no dia a dia de gerações e gerações de leites em pó, biberões e bonecas com mil e um apetrechos para serem aleitadas, fomos deixando de ter a amamentação como "vizinha"....
Importa pois esclarecer, falar, discutir, desmistificar anos e anos de ideias falsas sobre este assunto que continuam a ser "papagueadas" por mães, sogras, e profissionais de saúde.
Apoiar a amamentação é fundamental e torná-la uma vez mais como a coisa mais natural do mundo, o procedimento base da continuidade do ser humano (e dos animais, sorte eles serem irracionais e não pensarem de outra forma!!!) é urgente!!!
Argumentos não faltam...mil e uma vantagens para a saúde fisica e mental de mãe e bebé estão já mais que comprovadas, e se querem, acrescentemos um argumento de peso e em moda: a crise!!!
Querem leitinho mais barato, sem IVA à taxa legal em vigor (e que é cada vez maior, no caso do leite em pó, permitam-me dizer felizmente!!!), sem gastos de energia (só a da mãe o que até dá geito para emagrecer aqueles quilos que sobraram no final da gravidez) e de água (para poupar também a nossa mãe terra)!!!!
Esclarecer e apoiar são as palavras de ordem!!!!
Porque a falta de informação e a informação errada são os piores inimigos até das mães mais convictas em querer amamentar!!!
Porque apoiar é preciso, em breve estará criado o Grupo de Apoio à Amamentação!!!
Fique atenta!!!
No entanto, com o passar dos tempos e com a introdução no dia a dia de gerações e gerações de leites em pó, biberões e bonecas com mil e um apetrechos para serem aleitadas, fomos deixando de ter a amamentação como "vizinha"....
Importa pois esclarecer, falar, discutir, desmistificar anos e anos de ideias falsas sobre este assunto que continuam a ser "papagueadas" por mães, sogras, e profissionais de saúde.
Apoiar a amamentação é fundamental e torná-la uma vez mais como a coisa mais natural do mundo, o procedimento base da continuidade do ser humano (e dos animais, sorte eles serem irracionais e não pensarem de outra forma!!!) é urgente!!!
Argumentos não faltam...mil e uma vantagens para a saúde fisica e mental de mãe e bebé estão já mais que comprovadas, e se querem, acrescentemos um argumento de peso e em moda: a crise!!!
Querem leitinho mais barato, sem IVA à taxa legal em vigor (e que é cada vez maior, no caso do leite em pó, permitam-me dizer felizmente!!!), sem gastos de energia (só a da mãe o que até dá geito para emagrecer aqueles quilos que sobraram no final da gravidez) e de água (para poupar também a nossa mãe terra)!!!!
Esclarecer e apoiar são as palavras de ordem!!!!
Porque a falta de informação e a informação errada são os piores inimigos até das mães mais convictas em querer amamentar!!!
Fique atenta!!!
12 novembro, 2010
Amamentar não rouba tempo de sono à mãe
Todas as mães dormem mal nos primeiros meses, seja qual for o tipo de alimentação que o bebé recebe. Deixar de amamentar não é solução para passar a dormir melhor.
A amamentação não rouba tempo de sono às mães, ao contrário da ideia que por vezes se faz passar. Um estudo publicado no Pediatrics revela que as mães que amamentam dormem o mesmo número de horas do que aquelas que alimentam o bebé com biberão.
Isto apesar de o bebé amamentado poder acordar mais vezes. É que o aparelho digestivo, durante os primeiros meses, não tem ainda maturidade para absorver alimento suficiente, de forma a que o bebé se mantenha saciado por um período muito longo. Como o leite materno é de digestão mais fácil, os bebés amamentados tendem a acordar com mais frequência.
Uma vez que a qualidade do sono da mãe é muito importante para o seu bem-estar e saúde, e consequentemente também para o bebé, importava perceber se de facto a amamentação se torna um factor que agrava o seu défice de sono.
A investigação foi realizada na Universidade de West Virginia, EUA e envolveu 80 mulheres, das quais: 27 amamentaram em exclusivo até às 12 semanas de vida do bebé; 18 optaram pelo biberão; e 35 usaram os dois métodos. Todas mantiveram registos diários da qualidade e quantidade do sono, bem como do número de vezes que acordaram durante a noite. Para além disso, usaram aparelhos que registaram os períodos de sono nocturnos e os momentos em que sentiram sono durante o dia.
Não houve diferenças significativas nos padrões de sono dos três grupos de mães. A explicação pode estar no facto de as mães que amamentam não despertarem da mesma forma que uma mãe que tem de preparar o biberão, pois podem manter-se no escuro e voltam ao sono profundo mais rapidamente. Além disso, a hormona prolactina, presente no leite materno, pode ter um efeito indutor do sono, no bebé.
A ideia de que as mães que optam pelo biberão dormem mais durante a noite não passa portanto de um mito. As mães que pensam deixar de amamentar por acreditarem que irão passar a dormir melhor devem portanto desiludir-se. Não só isso não vai acontecer, como estarão a privar o bebé, bem como a si próprias, de todos os benefícios da amamentação em exclusivo.
«A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebé e a qualidade do sono não pode ser argumento para desistir. Não irá dormir melhor por ter deixado de dar de mamar», garante Hawley Montgomery-Downs, que liderou o estudo.
Fonte: Iol Mãe
13 maio, 2010
E aí vai mais uma...vantagens do leite materno!!!!
Leite materno combate cancro

O composto agora descoberto pode transformar-se numa substância comum para o tratamento oncológico, no espaço de cinco anos.
As vantagens da amamentação exclusiva dos bebés acabam de ganhar um forte argumento com a descoberta, feita por uma equipa da Universidade de Gotemburgo, de que o leite materno possui um composto que ataca decisivamente as células cancerígenas e que pode ser decisivo na prevenção oncológica desde muito cedo.
Denominado HAMLET – da expressão inglesa «Human Alpha-lactalbumin Made Lethal to Tumor Cells» – o composto foi posto à prova em inúmeros testes clínicos, tendo os cientistas descoberto que é decisivo em casos de cancro da bexiga e outros 40 tipos diferentes de patologias oncológicas. E, mais crucial ainda, a substância parece não afectar as células saudáveis, ou seja, não causa os habituais efeitos secundários relacionados com outros tratamentos, como é o caso, por exemplo, da quimioterapia.
Roger Karlsson, da Universidade de Gotemburgo, afirma que o HAMLET «é produzido através da combinação da alfa-lactalbumina do leite materno com o ácido oleico presente no estômago dos bebés» e «ataca o núcleo das células tumorais», para além de «espoletar os mecanismos de morte celular programada». O especialista revelou ainda que o HAMLET foi descoberto por acaso, quando a equipa que dirige «estava à procura de substâncias antibióticas do leite materno».
Os primeiros testes determinaram, segundo o mesmo cientista, redução dos tumores em pacientes com cancro na bexiga que foram injectados com o HAMLET. Numa entrevista ao jornal britânico Telegraph, Karlsson afirmou que o próximo passo é o de determinar de que forma o composto poderá vir a ser usado em larga escala. Algo que deverá acontecer «no espaço de cinco anos e como complemento aos processos de qumioterapia».

O composto agora descoberto pode transformar-se numa substância comum para o tratamento oncológico, no espaço de cinco anos.
As vantagens da amamentação exclusiva dos bebés acabam de ganhar um forte argumento com a descoberta, feita por uma equipa da Universidade de Gotemburgo, de que o leite materno possui um composto que ataca decisivamente as células cancerígenas e que pode ser decisivo na prevenção oncológica desde muito cedo.
Denominado HAMLET – da expressão inglesa «Human Alpha-lactalbumin Made Lethal to Tumor Cells» – o composto foi posto à prova em inúmeros testes clínicos, tendo os cientistas descoberto que é decisivo em casos de cancro da bexiga e outros 40 tipos diferentes de patologias oncológicas. E, mais crucial ainda, a substância parece não afectar as células saudáveis, ou seja, não causa os habituais efeitos secundários relacionados com outros tratamentos, como é o caso, por exemplo, da quimioterapia.
Roger Karlsson, da Universidade de Gotemburgo, afirma que o HAMLET «é produzido através da combinação da alfa-lactalbumina do leite materno com o ácido oleico presente no estômago dos bebés» e «ataca o núcleo das células tumorais», para além de «espoletar os mecanismos de morte celular programada». O especialista revelou ainda que o HAMLET foi descoberto por acaso, quando a equipa que dirige «estava à procura de substâncias antibióticas do leite materno».
Os primeiros testes determinaram, segundo o mesmo cientista, redução dos tumores em pacientes com cancro na bexiga que foram injectados com o HAMLET. Numa entrevista ao jornal britânico Telegraph, Karlsson afirmou que o próximo passo é o de determinar de que forma o composto poderá vir a ser usado em larga escala. Algo que deverá acontecer «no espaço de cinco anos e como complemento aos processos de qumioterapia».
Fonte: Maternidade Natural
Amamentação como Factor Primordial a uma Melhor Qualidade de Vida
Será que ainda podem existir dúvidas em relação aos mil e um motivos porque se deve amamentar!!???
Que delícia...
Que delícia...
28 março, 2010
Aprender a amamentar
A amamentação requer aprendizagem. Para apoiar as mães e ajudá-las a ultrapassar dificuldades, existem profissionais com formação específica na matéria: as consultoras de lactação, certificadas por um organismo internacional.
Ana tinha finalmente a sua primeira filha nos braços. Agora só ansiava pelo regresso a casa. Via-se no seu cantinho a dar de mamar, enamorada da filha, e tudo lhe parecia perfeito. A Marta mamava sem dificuldades, mas quando saiu da maternidade ainda só conhecia o sabor do colostro. A descida do leite aconteceu já em casa, à tarde, no próprio dia da chegada. Ana esperara as dores no parto, mas ninguém a preparara para aquele fenómeno. «As mamas doíam-me imenso e de repente pareciam duas pedras. Comecei a sentir-me mal e percebi que tinha febre. A Marta não conseguia mamar, porque era-lhe difícil agarrar no mamilo. Eu pensava que estava doente. A minha mãe e as minhas irmãs vieram à noite e elas é que disseram que era a subida do leite. Depois, cada uma dava um palpite, desde o duche quente à bomba de tirar leite, passando por um saco de ervilhas congeladas. Tinha uma de cada lado e eu só chorava. Foi horrível. Um stress. Nada como eu imaginara a primeira noite em casa com a Marta», recorda.
No hospital tinham-lhe dito que se as mamas ficassem duras devia colocar pachos quentes e tentar tirar o leite manualmente. «Segui o que me disseram, mas nada resultava, o leite não saía. Tinha arrepios de frio e picos no peito que pareciam agulhas. Eram dores horríveis. Estava desesperada»
Até que Nuno, o pai da Marta, decidiu ligar para o número de uma moderadora da Liga La Leche de que alguém lhes tinha falado. Eram cinco da manhã. «Foi a minha salvação», conta Ana, que se lembra de todos os conselhos: «Primeiro disse que eu tinha de me acalmar, porque só se estivesse descontraída é que o leite ia sair. Para isso, sugeriu massagens nas costas. Depois ensinou-nos a fazer umas massagens específicas nas mamas que fizeram com que o leite começasse a pingar. Foi um alívio. Consegui tirar leite suficiente para dar à Marta. Entretanto de manhã já tínhamos uma lata de suplemento em casa, porque eu pensava que não ia conseguir dar de mamar. Mas a partir daí não houve mais problemas. Recorri às massagens milagrosas durante mais um dia ou dois, quando sentia que era preciso, mas depois tudo normalizou. Hoje a Marta tem oito meses e continua a mamar.
A importância de um apoio profissional
A voz que estava do outro lado da linha e que ajudou Ana a ultrapassar uma descida de leite súbita e dolorosa era a de Cristina Pincho, uma das poucas consultoras de lactação existentes em Portugal. Depois de uma larga experiência como moderadora da Liga La Leche, orientando encontros de mães e fazendo apoio domiciliário e telefónico, certificou-se em 2008 pelo International Board of Lactation Consultant Examiners (IBLCE), a autoridade internacional que certifica e promove a qualidade dos serviços prestados no apoio à amamentação.
Das dez consultoras de lactação que existem certificadas em Portugal, Cristina é a única que se dedica em exclusivo a esta actividade. Mas tem de fazê-lo em regime privado: «No nosso país não faz parte das equipas de saúde materna que trabalham nos hospitais e centros de saúde a figura da consultora de lactação, como acontece em muitos outros países. Ou seja, o apoio dado às mães é prestado por pessoas que acumulam essa com outras funções e que não têm esta formação específica. Isto acontece porque não é dada a devida importância ao aleitamento materno», considera Cristina Pincho. É por isso que acontece a muitas mães o que aconteceu a Ana: não teve na maternidade o apoio necessário para lidar com as dificuldades normais que podem surgir a seguir.
«Achei que era importante profissionalizar-me porque era também uma forma de garantir a quem me procura um serviço dentro dos padrões de exigência reconhecidos internacionalmente», acrescenta.
Neste momento continua como moderadora da Liga La Leche e criou a sua empresa na área do apoio ao aleitamento materno.
Mães sentem falta de apoio
Segundo a sondagem IOL Mãe que esteve online em Outubro passado, as mães sentem de facto falta de apoio na amamentação. Para 15 por cento das mães que responderam, os profissionais de saúde estão pouco presentes nas primeiras semanas e 22 por cento consideram que os profissionais recomendam o suplemento à primeira dificuldade. 43 por cento das mães sentiram dificuldades e falta de apoio no momento do regresso ao trabalho.
Por que é que a amamentação pode ser difícil?
Esta é uma pergunta que muitas mães fazem. Cristina considera que o facto de ser um processo biológico não é, só por si, garantia de facilidade. «O instinto não é suficiente porque, nas mulheres, a amamentação está sujeita a muitas interferências de ordem cultural, psicológica, social... Por isso, é um processo que requer aprendizagem. Há muito ruído à volta da mulher e do bebé», explica.
Há mães que pensam que a dor faz parte do processo de amamentação, tal como faz parte do parto, e por isso aguentam em vez de procurarem ajuda. Há outras que pensam que o leite pode ser fraco. Outras têm medo de não ter leite suficiente. «São imensas as ideias erradas em volta da amamentação que interferem no processo e podem levar à desistência», alerta Cristina.
Outra dificuldade é que as pessoas querem medir tudo: «Como não é possível medir a quantidade de leite que o bebé ingere, há mães que ficam com muitas dúvidas. E se tiverem uma avó ao lado (que normalmente não amamentou) a dizer que o bebé está a chorar porque tem fome, está criado o quadro para se desisitir da amamentação», considera.
As principais dificuldades sentidas pelas mães que amamentam prendem-se com a descida do leite, como aconteceu com Ana, mas também com as dores provocadas por uma forma incorrecta de o bebé pegar na mama. «Muitas mães saem do hospital sem terem aprendido a pega correcta, essencial para evitar dores e fissuras», afirma Cristina. «É simples, mas é preciso aprender.»
Ana também aprendeu com Crisitna a verificar se a Marta pegava bem na mama. «Explicou-me que se sentisse dores era um sinal de que ela não estava na posição correcta. Como não podíamos encontrar-nos, indicou-me um site para ver alguns vídeos onde explicavam a posição em que o bebé deve estar e a forma como a boca dele deve agarrar a mama da mãe. A partir daí, nunca mais tive dores», garante.
Fonte: IOL Mãe
23 março, 2010
21 março, 2010
Amamentar reduz a barriga (a longo prazo)
Um bónus para quem amamenta: menos barriga, décadas depois, menor risco de doenças cardíacas.
Para além de todas as vantagens que a amamentação tem para o bebé e para a mãe, investigadores descobriram agora que a boa forma das mães não se limita aos meses após o parto. As mães que amamentam têm menos gordura abdominal, um efeito ainda visível décadas depois.
Mulheres de meia idade que amamentaram de forma consistente têm em média menos 6,6 cm de cintura do que aquelas que não amamentaram. Para além da questão estética, as mulheres que amamentaram têm benefícios ao nível da saúde: a gordura mais prejudicial para as mulheres é a que se acumula na barriga e a amamentação parece de facto ser um factor de protecção para esta «gordura má».
O efeito positivo da amamentação na protecção de doenças cardíacas pode assim estar relacionado com esta diminuição de um factor de risco que é a gordura abdominal
O estudo realizado vai ser apresentado numa conferência sobre doenças cardiovasculares organizada pela American Heart Association.
Fonte: IOLMãe
Para além de todas as vantagens que a amamentação tem para o bebé e para a mãe, investigadores descobriram agora que a boa forma das mães não se limita aos meses após o parto. As mães que amamentam têm menos gordura abdominal, um efeito ainda visível décadas depois.Mulheres de meia idade que amamentaram de forma consistente têm em média menos 6,6 cm de cintura do que aquelas que não amamentaram. Para além da questão estética, as mulheres que amamentaram têm benefícios ao nível da saúde: a gordura mais prejudicial para as mulheres é a que se acumula na barriga e a amamentação parece de facto ser um factor de protecção para esta «gordura má».
O efeito positivo da amamentação na protecção de doenças cardíacas pode assim estar relacionado com esta diminuição de um factor de risco que é a gordura abdominal
O estudo realizado vai ser apresentado numa conferência sobre doenças cardiovasculares organizada pela American Heart Association.
Fonte: IOLMãe
06 março, 2010
Direito à Amamentação
Com a proximidade do dia da mulher, surgem inúmeras discussões à volta da igualdade de género e dos direitos das mulheres. Embora seja importante salientar que quando falamos de igualdade de género devemos ter em mente o respeito pela diferença de uns e de outras, é uma realidade que muitas vezes nos vemos forçados/as a referir e destacar o desrespeito pelos direitos da mulher em questões tão básicas como trabalho, conciliação da vida familiar com a vida profissional e até um direito que lhe é natural, o direito de amamentar...
Esta semana fui surpreendida com um artigo no Jornal do Fundão, cidade onde resido, que considerei curioso sobretudo pela pertinência do titulo e por ser pouco frequente a discussão deste tema aquando da discussão destes temas. Obrigada à jornalista (sugiro apenas que da próxima vez a foto seja a de uma mãe a amamentar :) ) !!!!
Partilho com todos/as....
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