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13 novembro, 2013

Divulgação: Curso de Doulas com a Doula Luísa Condeço

É já nos dias 30 de novembro a 1 de dezembro, que se inicia mais um curso de formação de Doulas. A formadora é a deusa e doula-mãe, como goste de lhe chamar, Luísa Condeço, a quem tenho um enorme orgulho de chamar também minha doula...

O que é um curso de doula??? Tudo o que possas imaginar... preparação para acompanhar mulheres grávidas, dar apoio emocional e informação baseada em evidencias cientificas, sim!! Mas acima de tudo um momento de descoberta de ti própria, de encontro com a tua verdadeira essência...

Então se sentes que te falta alguma coisa, que precisas de te conhecer melhor, ir mais fundo dentro de ti e resgatar a tua essência enquanto mulher... esta formação é para ti!!!

Podes saber tudo aqui:

Doula Luísa Condeço

Rede Portuguesa de Doulas




30 abril, 2013

The Business of Being Born

Um filme sobre a realidade dos nascimentos na América, que não me parece muito diferente da realidade portuguesa...

Recomendado para todas as mulheres e OBRIGATÓRIO para todos os profissionais na área...

Vale mesmo a pena perceber a origem e a realidade de tantos procedimentos tidos como "normais" e, sobretudo, perceber o que e porque pode e deve ser diferente...


16 março, 2013

A episiotomia é um ritual de mutilação genital aceite na nossa sociedade!

Episiotomia é o corte da vagina para o bebé nascer mais rapidamente. É feita muitas vezes por rotina, e a maioria das mulheres acha que é um procedimento útil. É o único acto cirúrgico possível de fazer no nosso corpo sem o nosso consentimento. Foi introduzida na obstetrícia SEM FUNDAMENTO cientifico ! Não existe um único estudo médico que conclua que é melhor cortar que rasgar!!

A verdade é que a vagina é um símbolo sexualmente poderoso e criativo na mulher logo é vista como ameaçadora pelos homens. Se estiver cortada perde o seu poder, e mais que isso, prova-se que é defeituosa e não consegue cumprir o propósito num parto - o nascer do bebé. Todo o corpo humano é retratado pela medicina como uma máquina defeituosa. A vagina é a rainha dos defeitos! Os defensores da episiotomia de rotina afirmam que protege a parturiente pois acreditam que o corpo feminino tem um defeito - uma vagina que não se adapta à passagem do bebé! 
É uma verdadeira tentativa cultural de utilizar o nascimento para demonstrar a superioridade e controle do Masculino sobre o Feminino, da Tecnologia sobre a Natureza'. Através da única intervenção cirúrgica possível de fazer no nosso corpo sem o nosso consentimento, a vagina é mutilada pelo médico, o praticante do ritual e representante da sociedade, para ser então reconstruída culturalmente - pelo médico ;)

Mas a grande verdade é que a episiotomia é útil para a obstetrícia. Ao transformar o nascimento num procedimento cirúrgico de rotina, legitima-se a obstetrícia enquanto acto médico, usando uma das formas mais elaboradas de manipulação do corpo - a cirurgia. 




Fonte: Parir em Paz

08 março, 2013

Violência obstétrica...vale a pena lembrar e lutar contra!!!

Sigam este link, divulguem, conheçam, reconheçam e actuem denunciando, falando, debatendo...porque há causas que nos tocam a todas e pelas quais vale a pena lutar....

VIOLÊNCIA Obstétrica, sabe o que é?

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Num dos momentos mais importantes de suas vidas, a gestação e o parto, mulheres e bebés estão sofrendo abuso e desrespeito por parte dos profissionais de saúde. Esta violência acontece diariamente em nosso país e no entanto, ainda pouco se fala sobre isso. 
Por isto, neste Dia Internacional da Mulher, a HumPar - Associação Portuguesa pela Humanização do Parto, juntamente com a Associação Doulas de Portugal e a Rede Portuguesa de Doulas, vem lançar uma Campanha de Consciencialização para a Violência Obstétrica. 

O Mês de Março será dedicado à divulgação de informações relativas ao contexto da Violência Obstétrica em Portugal e à promoção e dinamização de iniciativas que fomentem uma mudança efetiva da realidade da assistência ao nascimento. Leia e divulgue o texto da nossa campanha. Acompanhe em nossa página as atualizações. Informação e apoio são essenciais para que a mudança aconteça!

06 março, 2013

Eu não tive dilatação... verdade ou mito....


Um texto excelente, que acaba com muitos mitos e abre muitas consciências, escrito por quem sabe...

Eu não tive dilatação!

por Ana Cristina Duarte a Domingo, 24 de Fevereiro de 2013 às 4:24 ·
Levanta o mouse para cada vez que você ouviu essa frase, e também se você a proferiu. Não, esquece, você deve ter outras coisas a fazer depois de algumas horas levantando o mouse sem parar.

Vamos aos chocantes fatos: não existe falta de dilatação. Mas por favor, antes que você comece a ranger dentes e ficar com os olhos vermelhos de ódio, leia esse texto até o fim. Se sobrar alguma dúvida ou restar a discordância, conversemos com amor!

A dilatação do colo do útero é um processo passivo que ocorre quando as contrações encurtam as fibras musculares do útero, empurrando o bebê para baixo e puxando o colo para cima. Essas contrações, uma após a outra, vão puxando o colo de tal forma contra a cabeça do bebê, que é como se ele estivesse vestindo uma blusa de gola muito apertada. Cada vez que o útero contrai no trabalho de parto, a gola veste mais um pedaço de milímetro de sua cabecinha.

A contração passa, o colo relaxa, mas não volta a fechar o que já abriu. Na contração seguinte, é puxado mais um pouco. Lá pelas tantas o colo "veste" toda a cabeça do bebê, em seu maior diâmetro. Essa é a "dilatação total", e nessa hora o colo do útero tem aproximadamente 10 cm de diâmetro. 

Porque então tantas mulheres (especialmente as usuárias do serviço privado) têm tantos problemas de dilatação? Bem, existem algumas causas, vamos a elas:

1) Se a mulher não entrar em trabalho de parto e não ficar em trabalho de parto, ela obviamente não terá dilatação (a não ser que tenha uma patologia que a faça dilatar precocemente). Portanto quando a mulher vai na consulta de 38, 39 semanas, e o obstetra diz que ela não tem dilatação, o certo seria responder: "Claro, doutor, se eu estivesse em trabalho de parto eu saberia".

2) O trabalho de parto é caracterizado por contrações espontâneas de 3 em 3 minutos (aproximadamente), que duram de 1 minuto a 90 segundos. Em outras palavras, quando a mulher fica 12 horas "em trabalho de parto", com contrações a cada 10 minutos, isso não era trabalho de parto. Isso eram os pródromos, o princípio, a fase de instalação do processo do parto.

3) Tem mulher que demora mais para entrar em trabalho de parto efetivo, e pode ficar 2 ou 3 dias com contrações ritmadas, mas que não chegam a engrenar nos 3 em 3 minutos. É preciso muita paciência e muita doula para lidar com essa longa latência, mas o fato é que uma hora ela vai entrar em trabalho de parto.

4) Quando a bolsa se rompe e não há dilatação, é necessário esperar. Após longa espera, é possível se induzir o parto. Uma indução bem feita (preparação do colo com prostaglandinas e posterior aumento da dinâmica com ocitocina) pode levar 48 horas facilmente. Nem todo serviço e nem todo obstetra está disposto a ficar 48 horas induzindo um parto.

5) Ocitocina aplicada numa mulher sem dilatação só faz provocar contrações dolorosas, intensas, e que não fazem o colo do útero dilatar. Muitas vezes essa é a "técnica de convencimento" que alguns profissionais usam para a mulher desistir do parto normal e pedir uma cesárea pelo amor de Deus.

6) Dependendo do estado de tensão da mulher, ela pode bloquear a dilatação ou ter um processo muito lento, absurdamente lento. Para essas mulheres, a analgesia de parto normal (peridural ou combinada, raqui não) pode ser um tremendo alívio e não foram poucas as vezes que vi mulheres estacionadas nos 3 ou 4 ou 5 cm há muitas horas evoluírem para parto espontâneo apenas duas horas após analgesia. E se duvidam, posso indicar um anestesista com quem trabalho e que já testemunhou inúmeros casos assim, para explicar como isso funciona.

7) Em dez anos trabalhando semanalmente com três equipes que têm 10% de cesarianas, mais de 400 mulheres atendidas por mim quando era doula, além das centenas atendidas por elas em que eu não estava presente, mas sim outras doulas, eu nunca vi uma cesariana feita por falta de dilatação. Nunca! Nos 10% de cesarianas em trabalho de parto entraram basicamente: estresse fetal antes da dilatação total ou desproporção céfalo-pélvica. Em outras palavras, as poucas cesarianas feitas antes da dilatação total foram feitas porque o bebê se cansou e não dava mais para esperar terminar o processo de dilatação, sob risco dessa espera fazer mal ao bebê.

8) Para chegar de fato nos dois últimos centímetros de dilatação e atingir a tal  "dilatação total", o bebê já tem que estar descendo através da bacia pélvica. Por isso, nos casos em que há a verdadeira desproporção céfalo-pélvica, a mulher dilata até 8-9 cm. Talvez esse último centímetro que falta jamais venha a ser vencido. Após todas as tentativas de ajudar o nascimento, às vezes com algumas intervenções, pode ser que o bebê de fato não passe pela bacia pélvica, e nesse caso a cesariana seja feita quando a dilatação estacionou nos 8-9 cm.

9) A dilatação não é um processo simétrico. Ela depende da posição da cabeça do bebê. Normalmente o último centímetro a abrir está à frente da cabeça do bebê, próximo ao osso púbico materno, internamente. A esse último centímetro chamamos de "rebordo de colo" ou "rebordo anterior". Com paciência, esse último centímetro desaparecerá, e o bebê nascerá. Às vezes pode ser preciso ou pode ser útil abreviar o tempo do parto reduzindo-se esse último centímetro com um exame de toque. Isso se chama "redução do colo". É um processo doloroso, que deve ser evitado a todo custo, se possível.

10) A única coisa que pode impedir um colo de dilatar é um tumor grave no tecido. Tirando essa situação, todas as mulheres irão dilatar, se tiverem os recursos, tempo e equipe necessários.

Para aguardar que todas as mulheres dilatem, precisamos ter disponíveis profissionais bem dispostos, sem pressa, com repertório, incluindo parteiras, doulas, obstetras, anestesistas e pediatras. É preciso haver recursos completos para alívio da dor como ambiente agradável, bola, banqueta, banheira, chuveiro, massagem, alimentos, conforto para os acompanhantes, etc. E por fim, é preciso ter disponível analgesia de boa qualidade para as poucas mulheres que necessitam.


Fonte: https://www.facebook.com/notes/ana-cristina-duarte/eu-n%C3%A3o-tive-dilata%C3%A7%C3%A3o/489909991057851

22 fevereiro, 2013

Saber esperar





Induzir o parto antes das 39 semanas pode ter riscos para o bebé.

A partir das 37 semanas de gravidez, espera-se que o bebé esteja pronto para nascer. Mas nem sempre é assim. Vários estudos indicam que, pelo menos, até às 39 semanas a barriga da mãe é o melhor sítio para se estar.
Marcar o dia do parto é, cada vez mais, uma prática habitual. Em Portugal e em muitos países ocidentais. Seja por cesariana ou por indução. Seja porque o médico sugere ou a pedido da mulher. Marca-se para garantir a presença do médico escolhido, marca-se para que o bebé nasça em determinado dia, marca-se para evitar que as águas rebentem numa hora que não dê jeito, marca-se porque se tem medo do inesperado. Marca-se o parto por muitas razões, poucas delas médicas, apesar de ainda nenhum estudo ter demonstrado que este procedimento é vantajoso para a mãe ou para o bebé.
Na gravidez, um dia a mais ou a menos pode fazer a diferença. A partir das 37 semanas, o bebé é considerado de termo, ou seja, estima-se que a maior parte dos bebés com esta idade gestacional esteja pronto para nascer. Mas nem sempre isso acontece. «A maturação enzimática do aparelho respiratório não acaba às 37 semanas. Não chega essa data e já está. É uma coisa progressiva. Por isso, à medida que o tempo passa, o bebé tem menos probabilidades de ter problemas respiratórios», explica Diogo Ayres de Campos, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e obstetra no Hospital de São João, no Porto.
As recomendações internacionais, quer do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, quer do Colégio Inglês de Ginecologia e Obstetrícia, são no sentido de esperar sempre, pelo menos, pelas 39 semanas de gravidez para provocar o parto.
Duas investigações recentes vieram reforçar o consenso. Em Fevereiro de 2009, um estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology revelou que, nos bebés nascidos de parto induzido entre as 37 e as 38 semanas, 17,8 por cento precisaram de ficar internados, em média, 4,5 dias na unidade de cuidados intensivos neonatais. Nos bebés nascidos entre as 38 e as 39 semanas, o número de internamentos desceu para oito por cento. Depois das 39 semanas, apenas 4,6 por cento dos bebés precisaram de cuidados especiais. Nas conclusões, os autores deixam bem claro: «O parto electivo antes das 39 semanas está associado a um aumento da morbilidade neonatal e a um aumento do número de cesarianas, sendo, por isso, inapropriado».
O estudo envolveu 14 955 nascimentos após as 37 semanas de gestação, em 27 hospitais americanos, durante o ano de 2007. Destes, 4645 foram marcados sem razão médica, o equivalente a um terço dos partos. Em Portugal, não se conhece o número exacto de induções. Mas estima-se que seja bastante acima do valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde: dez por cento.

CESARIANA AUMENTA OS RISCOS
Para o bebé, a eventual complicação mais grave resultante de um parto cedo demais é a síndrome de stresse respiratório. Um problema provocado pela imaturidade dos pulmões, que obriga o recém-nascido a ficar internado na unidade de cuidados intensivos neonatais para lhe ser administrado surfactante, substância que ajuda os alvéolos pulmonares a distenderem.
Outro estudo, que incidiu sobre 25 mil partos por cesariana electiva, demonstrou ainda que nascer antes das 39 semanas aumenta o risco não só de doenças respiratórias, como de infecções, hipoglicemia, internamento na unidade de cuidados intensivos e internamentos mais frequentes. A investigação do Instituto Nacional para a Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, nos Estados Unidos, concluiu que os bebés nascidos às 37 semanas por cesariana electiva têm o dobro do risco de sofrer de algum tipo de complicação em relação aos bebés que nascem às 39 semanas. Nascer às 38 semanas diminui o risco, mas, ainda assim, estes bebés têm mais 50 por cento de possibilidades de terem algum problema, pode ler-se no estudo publicado no New England Journal, em Janeiro deste ano.
Com a cesariana, os riscos para o recém-nascido ainda são maiores do que na indução (desde que a indução termine em parto vaginal) porque o processo de trabalho de parto e de expulsão do feto favorece a maturação dos pulmões do bebé.
 Diogo Ayres de Campos desdramatiza um pouco estes resultados: «Não são complicações que tenham sequelas ou desfechos negativos e são problemas muito raros. Mas não se deve esquecer que é, de facto, mais arriscado marcar um parto para antes das 39 semanas». Por isso mesmo, na maternidade do Hospital de São João, não se fazem induções ou cesarianas electivas antes das 39 semanas, a não ser que exista uma forte indicação médica. Mas não existe um consenso a nível nacional sobre esta matéria. «São os hospitais que decidem. Os hospitais centrais que conheço seguem as recomendações internacionais e não fazem induções antes das 39 semanas. Nos privados não sei como funciona», revela o obstetra, acrescentando: «Mesmo no caso de um bebé pélvico que vá nascer por cesariana programada, as recomendações são para esperar até depois das 39 semanas».

RAZÕES PARA UM PARTO MARCADO
A Organização Mundial de Saúde só fala em indução do parto depois das 42 semanas de gravidez. Antes desse tempo, a organização recomenda uma vigilância pré-natal mais apertada. O Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica, entidade britânica de grande importância científica, desaconselha a indução de parto a pedido da mulher por ser «uma intervenção desnecessária e ter riscos». A única excepção para antecipar o parto sem uma razão médica, segundo o instituto, são os casos em que o pai do bebé tem de ausentar-se para locais de guerra. Ainda assim, a indução só deverá «ser considerada às 40 semanas ou depois».
Mesmo em casos de suspeita de bebé muito grande ou de incompatibilidade feto-pélvica – motivos invocados habi-tualmente por médicos para marcar uma indução –, os especialistas britânicos aconselham a esperar pelo início do trabalho de parto espontâneo. Dizem que não há uma forma de medir com exactidão estes parâmetros.
A indicação mais consensual para uma indução está relacionada com o facto de a mãe ser portadora de uma doença que se agrava à medida que a gravidez vai evoluindo, como hipertensão, diabetes ou doença cardíaca. Em relação às cesarianas electivas, é consensual que se realizem em situações de doença infecciosa da mãe e no caso de placenta prévia. Mais controversa é a indicação para fazer cesariana por o bebé estar sentado (bebé pélvico) ou em posição transversal. Existe uma manobra, que pode ser realizada durante a gravidez (versão externa), para ajudar o bebé a colocar-se na posição correcta.
Esperar pelo início espontâneo do trabalho de parto é a melhor opção para as gravidezes de baixo risco. Todos os estudos científicos assim o demonstram. As últimas semanas dentro da barriga da mãe são igualmente importantes para o bebé. Os argumentos de que a partir de determinada altura «o bebé não está lá a fazer nada» ou que «só está a engordar» são enganadores. O bebé precisa de tempo para tomar a decisão de nascer.

19 janeiro, 2013

Corte do cordão umbilical...os benefícios do corte tardio

Uma palestra clara e muito explicita acerca dos enormes benefícios de esperar que o cordão umbilical pare de pulsar para o cortar, bem como sobre as inúmeras implicações sociais, económicas e para a saúde... vale a pena ver e ouvir com atenção!!!


13 janeiro, 2013

Preservação do sangue do cordão umbilical não é justificável

Uma opinião ou evidências baseadas em estudos científicos??? Fica a discussão...

Defende o Instituto Português do Sangue e da Transplantação
02 Janeiro 2013
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A recolha e preservação do sangue do cordão umbilical (SCU) para uso futuro não se justificam à luz dos atuais conhecimentos científicos, defende o Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Numa nota publicada no site do Instituto Português do Sangue, ao qual a agência Lusa teve acesso, o organismo lembra que a “probabilidade de uma criança vir a ter uma anemia aplástica grave (…) parece muito baixa (<1 50.000="50.000" a="a" conserva="conserva" de="de" justificar="justificar" o="o" p="p" para="para" pelo="pelo" pr="pr" prio="prio" scu="scu" utiliza="utiliza">

“Sendo uma opção de caráter familiar e privada, o IPST esclarece que o potencial benéfico, para o próprio ou um irmão(ã) é, na verdade, no momento atual, quase residual e geralmente inexistente”, diz a nota.

Por outro lado, o organismo refere que há duas objeções éticas a ter em conta: “o aproveitamento de uma maior sensibilidade emocional dos pais da criança, que legitimamente quererão o melhor para o seu filho, e a desigualdade de acesso condicionada pelas condições económicas das famílias”.

Deste modo o IPST recomenda as famílias procurem uma segunda opinião junto de especialistas conhecedores da problemática.

O IPST refere que a principal motivação para uma família optar pela conservação do SCU é a “noção de que está a oferecer à criança um ‘seguro biológico’ para o caso de surgir uma doença com indicação para transplante hematopoiético autólogo.

“Em relação ao potencial de utilização noutras áreas, nomeadamente na chamada medicina regenerativa, poderão surgir utilizações no futuro nomeadamente em cardiologia, neurologia e diabetes. Trata-se, no entanto, de hipóteses por enquanto especulativas, que, no estado atual dos conhecimentos, não justificam a criopreservação autóloga de SCU para utilização na idade adulta”, defende o IPST.

No entanto, dada a evolução que se tem verificado na terapia celular, “ainda não substanciada em resultados clínicos favoráveis”, será necessária uma revisão regular desta matéria.

“Importa pois considerar o rigor da informação fornecida pelos bancos privados aos futuros pais e, na medida do possível, avaliar o grau de compreensão dos mesmos relativamente a essa informação. As famílias são aconselhadas a ponderarem a publicidade que é feita e são alertadas para o risco de publicidade enganosa que as autoridades perseguem”, aconselha o organismo.

Na opinião do IPST, é difícil justificar este tipo de procedimentos por parte dos bancos privados tendo em conta os preços atualmente praticados e a relação custo/benefício.


10 janeiro, 2013

700 tipos de bactérias presentes no leite materno


Mais um estudo...para quem ainda possa achar que talvez o leite artificial seja "parecido" ao leite materno....

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”
10 Janeiro 2013
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Uma equipa de investigadores espanhóis descobriu o mapa microbiano do leite materno, tendo o estudo revelado que a diversidade microbiana da principal fonte de alimento dos recém-nascidos é maior do que se pensava, com mais de 700 espécies.
Através de uma técnica baseada numa ampla sequênciação de ADN, os cientistas conseguiram identificar o conjunto de bactérias existente no leito materno, denominado microbioma.
O leite materno é  determinante para o desenvolvimento da flora bacteriana no recém-nascido. No entanto, desconhece-se ainda o papel biológico desempenhado por essas bactérias nos recém-nascidos.
Com este estudo, será agora possível determinar as variáveis pré e pós-parto que influenciam a riqueza microbiana do leite materno.
Algumas amostras de colostro, o primeiro líquido segregado pelas glândulas mamárias ao parto, analisadas neste estudo revelaram mais de 700 espécies destes microrganismos. As bactérias Weissella, Leuconostoc, Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus foram as mais comuns encontradas nestas amostras.
Em amostras de leite materno recolhidas um mês e seis meses após o início da amamentação foram encontradas bactérias típicas da cavidade bucal como a Veillonella, Leptotrichia e Prevotella.
Os investigadores descobriram também que o peso das mães influencia a riqueza bacteriana do leite materno. O leite de mães obesas que tinham engordado mais do que o recomendado durante a gravidez possuía uma menor diversidade de espécies.
O tipo de parto afeta igualmente o microbioma do leite materno. Um parto vaginal produzia na mãe leite mais rico em microrganismos do que o leite de uma mãe que tinha tido uma cesariana planeada. No entanto, o leite oriundo de mães que tinham sido submetidas a um parto por cesariana não planeada tinha uma riqueza microbiana semelhante ao das mães que tinham tido um parto vaginal.
Estes resultados parecem sugerir que o estado hormonal da mãe na altura do parto é um fator relevante e os autores acreditam que a falta de sinais hormonais de parto e de stress fisiológico poderão influenciar a diversidade microbiana do leite materno.

Os investigadores estão agora a procurar determinar se o papel destas bactérias é metabólico (no sentido em que ajuda a digestão do bebé que amamenta) ou imunitário, ou seja, se auxiliam na distinção entre organismos benéficos e estranhos.
Os autores consideram ainda que esta descoberta poderá ser benéfica para a indústria da nutrição: “se as bactérias do leite materno descobertas neste estudo forem importantes para o desenvolvimento do sistema imunitário, acrescentá-las ao leite artificial pode reduzir o risco de alergias, asma e doenças autoimunitárias”, comentaram.

03 novembro, 2012

Portugal vai adoptar novas curvas de crescimento para bebés e crianças

FINALMENTE!!!!

A "tabela dos percentis" que está em todos os boletins de saúde individuais vai mudar. O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil prevê a adopção das curvas de crescimento propostas pela Organização Mundial de Saúde.

Os bebés alimentados apenas com leite materno crescem mais nos primeiros quatro/seis meses de vida

Os bebés nascidos em 2013 em Portugal vão receber uma nova versão dos boletins individuais de saúde. Entre outras alterações, o caderno azul ou cor-de-rosa será diferente nas páginas reservadas para as "tabelas de percentis" que servem de referência para monitorizar o desenvolvimento de bebés, crianças e adolescentes portugueses. A substituição das actuais curvas de crescimento pelos padrões defendidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) está prevista no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Na prática, esta mudança vai fazer com que os valores expressos nestas tabelas de percentis traduzam um crescimento mais próximo do "ideal" e vai ainda permitir detectar com mais rigor algumas situações problemáticas, como os casos de obesidade. 

A cada consulta, o pediatra ou médico de família vai assinalando num gráfico impresso no boletim individual de saúde a evolução do peso, do comprimento/altura e do perímetro cefálico da criança. Se, há alguns anos atrás, este era um espaço que só merecia a atenção dos médicos, hoje são muitos os pais que se ocupam e preocupam na análise desta curva de crescimento e com o percentil correspondente. De acordo com o novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, elaborado pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) e actualmente em revisão, estes gráficos e os valores que serviam de referência vão mudar. 

A questão não é nova. Desde a publicação dos resultados do exaustivo trabalho da OMS, publicado em 2006, que vários especialistas defendem a adopção destes novos valores de referência. Em Agosto de 2011, de acordo com a DGS, 125 países em todo o mundo já usavam as curvas de crescimento da OMS. Portugal, que desde a década de 1970 usa outras tabelas, deverá juntar-se no próximo ano ao grupo de países que se guia pelas curvas da OMS.

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(clique para ampliar)

Actualmente, para monitorizar o estado de nutrição e crescimento das crianças e adolescentes, guiamo-nos pelos valores de referência propostos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e baseados num estudo que envolveu apenas crianças norte-americanas. 

Além de estar limitado à análise da população de um país, este registo de padrões apoiou-se maioritariamente numa amostra de bebés alimentados com fórmulas lácteas. Desta forma, as curvas não reflectem de forma correcta o que pode acontecer quando estamos perante o cenário (recomendado) de um bebé alimentado exclusivamente com leite materno. E, segundo os especialistas, isso faz diferença. 

Por essas e por outras, a OMS considerou as curvas de crescimento da CDC inadequadas e publicou uma nova versão destes valores de referência para o desenvolvimento infantil e juvenil. A versão da OMS é baseada num estudo realizado, entre 1997 e 2003, em diferentes continentes e que incluiu amostras selectivas de milhares de lactentes e crianças. Desta vez, o gráfico reflecte o resultado de um crescimento em "cenário ideal" que, entre muitos outros factores, como o acesso a cuidados de saúde adequados, passa também pelo aleitamento materno exclusivo durante os primeiros quatro/seis meses de vida. 

O pediatra António Guerra, que fez parte do grupo de peritos consultados pela DGS, defende esta substituição há já vários anos. "As curvas de crescimento da OMS valorizam de modo mais correcto o estado de nutrição e outros factores que têm influência no desenvolvimento", diz, acrescentando que as principais diferenças entre os valores de referência são sobretudo perceptíveis no primeiro ano de vida, uma altura "determinante" para a saúde futura do bebé. 

O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria deixa um exemplo das diferenças que podemos encontrar entre as actuais e as futuras "tabelas de percentis": de acordo com os especialistas, os bebés alimentados apenas com leite materno crescem mais nos primeiros quatro/seis meses, mas sofrem depois uma desaceleração do ritmo de crescimento. Essa "natural" desaceleração não está prevista nas curvas de crescimento do CDC, o que muitas vezes pode fazer com que se introduza suplementos como o leite artificial ou a papa na dieta do bebé. Um erro, de acordo com a opinião de muitos especialistas. As curvas da OMS prevêem já essa desaceleração "natural". Por outro lado, António Guerra nota ainda que as curvas de crescimento da OMS vão também melhorar a detecção de situações de obesidade, que actualmente é um dos problemas mais preocupantes da saúde infantil e juvenil portuguesa. 

Apesar de sublinhar a importância desta medida, António Guerra sabe que muitas vezes o percentil de uma criança é sobreavaliado e, pior do que isso, mal interpretado pelos pais. Não há um bom percentil e muito menos é verdade que, quanto mais alto o percentil, melhor. "Não importa se a criança tem o percentil 25, 50 ou 75. O importante é crescer a uma velocidade normal, em paralelo com as curvas de referência, e ter o peso e o comprimento a progredir de forma proporcionada e harmoniosa", avisa o pediatra.

De acordo com Bárbara Menezes, da equipa da DGS que redigiu o novo programa, as mudanças previstas deverão ser implementadas até ao final do ano. Ou seja, os bebés nascidos em 2013 já terão novos boletins individuais de saúde. "Os actuais boletins serão mantidos e não serão substituídos, mas os profissionais de saúde terão acesso a toda a informação sobre as novas normas, nomeadamente nos sistemas informáticos".

Além desta mudança nas curvas de crescimento, está também prevista a alteração na cronologia das consultas referentes a idades-chave da vigilância e um "novo enfoque nas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, as perturbações do comportamento e os maus tratos". Sobre as consultas, o programa prevê a introdução de uma consulta "aos 5 anos, com o objectivo de avaliar a existência de competências para o início da aprendizagem, aos 6/7 anos, para detecção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem, e aos 10 anos, para preparar o início da puberdade e a entrada para o 5.º ano de escolaridade".

Fonte: Público

30 junho, 2012

O que o Yoga faz pelo/a seu/sua filho/a





Há vários processos através dos quais o conhecimento pode ser implantado no cérebro. Pode expor certos conceitos a uma criança bem inteligente e ela entenderá perfeitamente, mas crianças com dificuldades não saberão sobre o que está a falar, porque o seu cérebro, o seu intelecto, é incapaz de receber o conhecimento que lhe está a dar. Portanto terá que transmitir o conhecimento de forma simbólica, diretamente na mente e no subconsciente. 

Esse é precisamente o sistema de educação yóguica. Estamos a falar de EDUCAÇÃO e não de sistema de ensino que considera o castigo e a nota baixo como um instrumento de correção.

O Yoga trabalha através de asanas, da respiração e dos valores yoguis (yamas/nyamas) todos os aspectos da criança – físico e emocional.

Como as asanas ajudam no desenvolvimento da glândula pineal 
A pineal é uma glândula minúscula localizada no cérebro e, no Yoga, está intimamente conectada ao ajna chakra, a morada da sabedoria e da intuição.

Por volta dos 8 anos, a pineal começa a degenerar-se. Essa degeneração corresponde ao começo da maturação sexual, precipitada pela libertação de hormonas da glândula pituitária. Os altos níveis de hormonas no sangue causam desequilíbrio entre a área mental e a área vital. Vital significa Prana, a bioenergia, e mental significa mente. As áreas mentais e prânica são incapazes de trabalhar em coordenação uma com a outra e por isso, uma conduta descontrolada pode se manifestar nesta idade (raiva, ressentimento, violência, etc).

Através do Yoga podemos adiar a degeneração da glândula pineal e manter um equilíbrio entre o sistema nervoso simpático (pingala) e o sistema nervoso parassimpático (ida), possibilitando que a criança continue a vivenciar a experiência da infância sem o stress dos impulsos inapropriados.

Aspecto emocional e comportamental 
Na terminologia yóguica, distúrbios emocionais são desequilíbrios das componentes mental e vital. Quando há excesso de energia mental e pouco prana, a criança sofre de cansaço, depressão, letargia e ansiedade. Ela perde o dinamismo e não consegue transformar sua energia mental em ação criativa. Por outro lado, se uma criança tem excesso de prana e pouca energia mental, então ela se torna destrutiva e descontrolada. 

Uma vasta energia sem controle é como um carro em movimento sem travões. Um perigo! É pouco fácil viver com estas crianças hiperativas e a aprendizagem fica dificultada com elas nesse estado. 

O yoga automaticamente traz sobriedade.

Terapia do yoga para distúrbios emocionais 
Crianças emocionalmente desequilibradas, destrutivas, agressivas, hiperativas, podem beneficiar com a disciplina yogui. A criança hiperativa é inquieta, incapaz de se concentrar e terminar um trabalho, é faladora e tem uma performance limitada na escola. Os seus problemas normalmente começam muito cedo e são percebidos pela mãe cerca dos dois anos de idade. Essa criança tende a ter uma história de problemas alimentares, sono irregular e saúde geral pobre nos primeiros anos de vida. Como adolescentes, tendem a ser mais impacientes e irritáveis.

Anfetaminas são usadas, muitas vezes, para tratar estas crianças hiperativas. Sob a sua influência, a criança torna-se mais quieta, exibe um momento de atenção mais prolongado, maior perseverança com trabalhos na escola e melhor performance na sala de aula. No entanto,o efeito do tratamento com drogas é temporário e com efeitos secundários desastrosos.

A hiperatividade e muitas outras dificuldades de aprendizagem são desordens de grave deficiência de estímulos do sistema neural. Os exercícios de Pranayama junto com as asanas trabalham diretamente no cérebro e no sistema endócrino, e, portanto, na mente e na natureza emocional da criança auxiliando-a a restabelecer a harmonia emocional e psicomotora, isto é, momentos de atenção normais.

O yoga é uma forma completa de educação que pode se usada por todas as crianças, porque desenvolve a histamina física, estabilidade emocional e intelectual.

Estágios do desenvolvimento mental da criança
Na ciência do yoga, há centros definidos que controlam o funcionamento, comportamento e receptividade do cérebro. Ainda que o cérebro seja um instrumento de conhecimento muito capaz, algumas vezes, essa capacidade passa por períodos de recessão. Em certos casos, o cérebro está a trabalhar muito devagar. Em outros, o cérebro está evoluído, mas disperso.

Encontramos crianças com dificuldades de aprendizagem e crianças muito inteligentes, mas com a mente dispersa, e também encontramos as que oscilam, sendo estes estágios de desenvolvimento. O yoga estabiliza e trata desses diferentes estágios.



Bases fisiológicas do yoga
O yoga fala de Ida e de Pingala, canais de energia - frios e quentes. Esses dois importantes canais existem na estrutura da coluna vertebral. Um canal controla o cérebro e as suas faculdades de consciência e o outro canal controla a força da vida e seu impacto na existência humana. Portanto estes dois canais deveriam ser regulados para assegurar o desenvolvimento equilibrado da criança.
Se há um bloqueio nesses canais, o cérebro fica prejudicado. Quando a criança é lenta, não significa necessariamente que ela possua algum defeito na estrutura do cérebro. A lentidão pode ser devido a uma deficiência no quantun de energia que supre o cérebro. 

O yoga é muito claro sobre isso. Ele relata que através da prática do pranayama, os pranas são estendidos a cada parte do cérebro, aumentando e despertando a sua total capacidade. A circulação dos pranas é muito importante não somente para atividades físicas, mas também para atividades mentais.
Com a ajuda do Pranayama, certas atividades elétricas são geradas no corpo. Em investigações científicas, podemos ver que no pranayama o cérebro emite energias elétricas especiais.

Bloqueio Hormonal
Outro fator importante que deve ser observado ao educar o cérebro de uma criança é o hormonal. Algumas vezes a glândula tiróide não está a funcionar apropriadamente ou talvez as gônadas estejam em desarmonia e isso pode causar lentidão mental. Muitas crianças são muito inteligentes até 12 ou 13 anos e então de repente retrocedem. Isso pode acontecer particularmente quando as gônadas estão em desarmonia. O corpo assimila um certo número de hormonas, então certas toxinas são eliminadas pelo corpo e isso afeta o funcionamento do cérebro.

Mantra e memória
Memória é a nossa grande questão. O mantra trabalha imediatamente sobre os planos subconsciente e inconsciente. Com a ajuda do Mantra, yoga nidra, uma memória clara pode ser desenvolvida na criança. O mantra é um desafio para a mente distraída da criança.

Yoga e os problemas da sala de aula
O yoga defende que não há separação do corpo e da mente, mas em sala de aula esquecemos que o aluno tem corpo. A parte de cima do corpo é mais ativa e a parte de baixo não existe.
Se pudéssemos reduzir a criança em alguma coisa, isso seria o cérebro, mas nós não cultivamos o cérebro. O cérebro não é apenas uma ferramenta do intelecto, mas um órgão físico, por isso, é importante irrigá-lo com sangue fresco e oxigenado. O cérebro necessita de mais oxigênio do que qualquer outro órgão do corpo. Então o que estamos a fazer? Se as crianças são mantidas sentadas o tempo todo, como pode o cérebro ser bem irrigado?


Harmonize a personalidade do seu filho como um todo
No yoga acreditamos que temos mais do que um corpo: temos o corpo físico e vários corpos energéticos. Estes corpos precisam ser harmonizados.

Se a criança comeu muito chocolate.... o corpo físico não estará harmonizado com o intelecto.
Correu toda tarde... ela não poderá concentrar-se por causa das alterações fisiológicas, precisa suavizar a respiração para possibilitar a escuta e a concentração.
Assistiu um filme de terror... a sua energia mental estará totalmente em outro lugar.
Brigas na família... interferem na capacidade de memorizar, plano físico, emocional e mental precisam de estar harmonizados.


Exercícios respiratórios são fundamentais para nos harmonizarmo.

Fortalecer e alongar as costas das crianças -  o nível de energia de uma pessoa está diretamente relacionado com a estrutura de sua coluna vertebral. Uma má postura influi nos impulsos elétricos que são enviados ao cérebro para alimentar nossa atenção.

Rotação do pescoço - Todos os nervos conectando diferentes órgãos e membros passam através do pescoço. Desta forma, os músculos do pescoço e da cabeça acumulam tensão, especialmente após muitas horas sentado em uma classe. Esses exercícios liberam a tensão, a circulação do sangue para a cabeça é estimulada, desta forma, há mais sangue fresco para suprir olhos e cérebro, o que é importante.


Fonte: Virando Bicho com Yoga

22 abril, 2012

Hanami...o florescer da vida!

Este emocionante filme revela práticas ligadas ao modo de viver a maternidade consciente, o parto activo e o que estes representam na formação de seres humanos mais conscientes.
Se todos nascêssemos assim teríamos, com toda a certeza, um mundo melhor...

04 março, 2012

Ioga aumenta níveis cerebrais do antidepressivo ácido gama-aminobutírico

Estudo publicado no “Journal of Alternative and Complementary Medicine”
Praticar ioga tem um efeito mais positivo sobre os níveis de ansiedade e do humor do que andar a pé ou outras formas de exercício, refere um estudo publicado na edição online do “Journal of Alternative and Complementary Medicine”, que refere como causa provável a subida dos níveis do ácido gama-aminobutírico, ou GABA, no cérebro. 

A actividade do GABA é reduzida em pessoas com distúrbios de humor e ansiedade e os fármacos que aumentam a sua actividade são comummente prescritos para melhorar estas condições. Por outro lado, vários estudos têm demonstrado que a prática de ioga aumenta os níveis de GABA, um neurotransmissor que regula o sistema nervoso central.

Juntando todas essas observações, o estudo liderado por Chris Streeter, médico da Boston University School of Medicine, em Massachusetts, EUA, demonstrou que o aumento dos níveis de GABA, medido após uma sessão de posturas de ioga, foi associado com uma melhoria do humor e uma diminuição da ansiedade. As suas descobertas estabeleceram uma nova ligação entre o ioga, maiores níveis de GABA no tálamo, e com base em avaliações psicológicas, melhoras do humor e da ansiedade.

Os autores sugerem que a prática de ioga estimula áreas específicas do cérebro, dando origem a alterações nos neurotransmissores endógenos antidepressivos, tais como o GABA.

"Trata-se de um trabalho importante que estabelece algumas bases objectivas para os efeitos que os profissionais altamente treinados na terapia de ioga em todo o mundo vêem numa base diária. O que é importante agora é que estes resultados sejam investigados em estudos de longo prazo para estabelecer o quão sustentável são mudanças poderão ser na busca de tratamentos seguros e livres de fármacos, para a depressão ", refere, em comunicado enviado à imprensa, Kim A. Jobst, editor executivo do “Journal of Alternative and Complementary Medicine”.