Uma palestra clara e muito explicita acerca dos enormes benefícios de esperar que o cordão umbilical pare de pulsar para o cortar, bem como sobre as inúmeras implicações sociais, económicas e para a saúde... vale a pena ver e ouvir com atenção!!!
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19 janeiro, 2013
13 janeiro, 2013
Preservação do sangue do cordão umbilical não é justificável
Uma opinião ou evidências baseadas em estudos científicos??? Fica a discussão...
Defende o Instituto Português do Sangue e da Transplantação
02 Janeiro 2013

A recolha e preservação do sangue do cordão umbilical (SCU) para uso futuro não se justificam à luz dos atuais conhecimentos científicos, defende o Instituto Português do Sangue e da Transplantação.
Numa nota publicada no site do Instituto Português do Sangue, ao qual a agência Lusa teve acesso, o organismo lembra que a “probabilidade de uma criança vir a ter uma anemia aplástica grave (…) parece muito baixa (<1 50.000="50.000" a="a" conserva="conserva" de="de" justificar="justificar" o="o" p="p" para="para" pelo="pelo" pr="pr" prio="prio" scu="scu" utiliza="utiliza">
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“Sendo uma opção de caráter familiar e privada, o IPST esclarece que o potencial benéfico, para o próprio ou um irmão(ã) é, na verdade, no momento atual, quase residual e geralmente inexistente”, diz a nota.
Por outro lado, o organismo refere que há duas objeções éticas a ter em conta: “o aproveitamento de uma maior sensibilidade emocional dos pais da criança, que legitimamente quererão o melhor para o seu filho, e a desigualdade de acesso condicionada pelas condições económicas das famílias”.
Deste modo o IPST recomenda as famílias procurem uma segunda opinião junto de especialistas conhecedores da problemática.
O IPST refere que a principal motivação para uma família optar pela conservação do SCU é a “noção de que está a oferecer à criança um ‘seguro biológico’ para o caso de surgir uma doença com indicação para transplante hematopoiético autólogo.
“Em relação ao potencial de utilização noutras áreas, nomeadamente na chamada medicina regenerativa, poderão surgir utilizações no futuro nomeadamente em cardiologia, neurologia e diabetes. Trata-se, no entanto, de hipóteses por enquanto especulativas, que, no estado atual dos conhecimentos, não justificam a criopreservação autóloga de SCU para utilização na idade adulta”, defende o IPST.
No entanto, dada a evolução que se tem verificado na terapia celular, “ainda não substanciada em resultados clínicos favoráveis”, será necessária uma revisão regular desta matéria.
“Importa pois considerar o rigor da informação fornecida pelos bancos privados aos futuros pais e, na medida do possível, avaliar o grau de compreensão dos mesmos relativamente a essa informação. As famílias são aconselhadas a ponderarem a publicidade que é feita e são alertadas para o risco de publicidade enganosa que as autoridades perseguem”, aconselha o organismo.
Na opinião do IPST, é difícil justificar este tipo de procedimentos por parte dos bancos privados tendo em conta os preços atualmente praticados e a relação custo/benefício.
10 janeiro, 2013
700 tipos de bactérias presentes no leite materno
Mais um estudo...para quem ainda possa achar que talvez o leite artificial seja "parecido" ao leite materno....
Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”
10 Janeiro 2013

Uma equipa de investigadores espanhóis descobriu o mapa microbiano do leite materno, tendo o estudo revelado que a diversidade microbiana da principal fonte de alimento dos recém-nascidos é maior do que se pensava, com mais de 700 espécies.
Através de uma técnica baseada numa ampla sequênciação de ADN, os cientistas conseguiram identificar o conjunto de bactérias existente no leito materno, denominado microbioma.
O leite materno é determinante para o desenvolvimento da flora bacteriana no recém-nascido. No entanto, desconhece-se ainda o papel biológico desempenhado por essas bactérias nos recém-nascidos.
Com este estudo, será agora possível determinar as variáveis pré e pós-parto que influenciam a riqueza microbiana do leite materno.
Algumas amostras de colostro, o primeiro líquido segregado pelas glândulas mamárias ao parto, analisadas neste estudo revelaram mais de 700 espécies destes microrganismos. As bactérias Weissella, Leuconostoc, Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus foram as mais comuns encontradas nestas amostras.
Em amostras de leite materno recolhidas um mês e seis meses após o início da amamentação foram encontradas bactérias típicas da cavidade bucal como a Veillonella, Leptotrichia e Prevotella.
Os investigadores descobriram também que o peso das mães influencia a riqueza bacteriana do leite materno. O leite de mães obesas que tinham engordado mais do que o recomendado durante a gravidez possuía uma menor diversidade de espécies.
O tipo de parto afeta igualmente o microbioma do leite materno. Um parto vaginal produzia na mãe leite mais rico em microrganismos do que o leite de uma mãe que tinha tido uma cesariana planeada. No entanto, o leite oriundo de mães que tinham sido submetidas a um parto por cesariana não planeada tinha uma riqueza microbiana semelhante ao das mães que tinham tido um parto vaginal.
Estes resultados parecem sugerir que o estado hormonal da mãe na altura do parto é um fator relevante e os autores acreditam que a falta de sinais hormonais de parto e de stress fisiológico poderão influenciar a diversidade microbiana do leite materno.
Os investigadores estão agora a procurar determinar se o papel destas bactérias é metabólico (no sentido em que ajuda a digestão do bebé que amamenta) ou imunitário, ou seja, se auxiliam na distinção entre organismos benéficos e estranhos.
Os autores consideram ainda que esta descoberta poderá ser benéfica para a indústria da nutrição: “se as bactérias do leite materno descobertas neste estudo forem importantes para o desenvolvimento do sistema imunitário, acrescentá-las ao leite artificial pode reduzir o risco de alergias, asma e doenças autoimunitárias”, comentaram.
03 novembro, 2012
Portugal vai adoptar novas curvas de crescimento para bebés e crianças
FINALMENTE!!!!
A "tabela dos percentis" que está em todos os boletins de saúde individuais vai mudar. O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil prevê a adopção das curvas de crescimento propostas pela Organização Mundial de Saúde.

Os bebés nascidos em 2013 em Portugal vão receber uma nova versão dos boletins individuais de saúde. Entre outras alterações, o caderno azul ou cor-de-rosa será diferente nas páginas reservadas para as "tabelas de percentis" que servem de referência para monitorizar o desenvolvimento de bebés, crianças e adolescentes portugueses. A substituição das actuais curvas de crescimento pelos padrões defendidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) está prevista no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Na prática, esta mudança vai fazer com que os valores expressos nestas tabelas de percentis traduzam um crescimento mais próximo do "ideal" e vai ainda permitir detectar com mais rigor algumas situações problemáticas, como os casos de obesidade.
A cada consulta, o pediatra ou médico de família vai assinalando num gráfico impresso no boletim individual de saúde a evolução do peso, do comprimento/altura e do perímetro cefálico da criança. Se, há alguns anos atrás, este era um espaço que só merecia a atenção dos médicos, hoje são muitos os pais que se ocupam e preocupam na análise desta curva de crescimento e com o percentil correspondente. De acordo com o novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, elaborado pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) e actualmente em revisão, estes gráficos e os valores que serviam de referência vão mudar.
A questão não é nova. Desde a publicação dos resultados do exaustivo trabalho da OMS, publicado em 2006, que vários especialistas defendem a adopção destes novos valores de referência. Em Agosto de 2011, de acordo com a DGS, 125 países em todo o mundo já usavam as curvas de crescimento da OMS. Portugal, que desde a década de 1970 usa outras tabelas, deverá juntar-se no próximo ano ao grupo de países que se guia pelas curvas da OMS.

(clique para ampliar)
Actualmente, para monitorizar o estado de nutrição e crescimento das crianças e adolescentes, guiamo-nos pelos valores de referência propostos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e baseados num estudo que envolveu apenas crianças norte-americanas.
Além de estar limitado à análise da população de um país, este registo de padrões apoiou-se maioritariamente numa amostra de bebés alimentados com fórmulas lácteas. Desta forma, as curvas não reflectem de forma correcta o que pode acontecer quando estamos perante o cenário (recomendado) de um bebé alimentado exclusivamente com leite materno. E, segundo os especialistas, isso faz diferença.
Por essas e por outras, a OMS considerou as curvas de crescimento da CDC inadequadas e publicou uma nova versão destes valores de referência para o desenvolvimento infantil e juvenil. A versão da OMS é baseada num estudo realizado, entre 1997 e 2003, em diferentes continentes e que incluiu amostras selectivas de milhares de lactentes e crianças. Desta vez, o gráfico reflecte o resultado de um crescimento em "cenário ideal" que, entre muitos outros factores, como o acesso a cuidados de saúde adequados, passa também pelo aleitamento materno exclusivo durante os primeiros quatro/seis meses de vida.
O pediatra António Guerra, que fez parte do grupo de peritos consultados pela DGS, defende esta substituição há já vários anos. "As curvas de crescimento da OMS valorizam de modo mais correcto o estado de nutrição e outros factores que têm influência no desenvolvimento", diz, acrescentando que as principais diferenças entre os valores de referência são sobretudo perceptíveis no primeiro ano de vida, uma altura "determinante" para a saúde futura do bebé.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria deixa um exemplo das diferenças que podemos encontrar entre as actuais e as futuras "tabelas de percentis": de acordo com os especialistas, os bebés alimentados apenas com leite materno crescem mais nos primeiros quatro/seis meses, mas sofrem depois uma desaceleração do ritmo de crescimento. Essa "natural" desaceleração não está prevista nas curvas de crescimento do CDC, o que muitas vezes pode fazer com que se introduza suplementos como o leite artificial ou a papa na dieta do bebé. Um erro, de acordo com a opinião de muitos especialistas. As curvas da OMS prevêem já essa desaceleração "natural". Por outro lado, António Guerra nota ainda que as curvas de crescimento da OMS vão também melhorar a detecção de situações de obesidade, que actualmente é um dos problemas mais preocupantes da saúde infantil e juvenil portuguesa.
Apesar de sublinhar a importância desta medida, António Guerra sabe que muitas vezes o percentil de uma criança é sobreavaliado e, pior do que isso, mal interpretado pelos pais. Não há um bom percentil e muito menos é verdade que, quanto mais alto o percentil, melhor. "Não importa se a criança tem o percentil 25, 50 ou 75. O importante é crescer a uma velocidade normal, em paralelo com as curvas de referência, e ter o peso e o comprimento a progredir de forma proporcionada e harmoniosa", avisa o pediatra.
De acordo com Bárbara Menezes, da equipa da DGS que redigiu o novo programa, as mudanças previstas deverão ser implementadas até ao final do ano. Ou seja, os bebés nascidos em 2013 já terão novos boletins individuais de saúde. "Os actuais boletins serão mantidos e não serão substituídos, mas os profissionais de saúde terão acesso a toda a informação sobre as novas normas, nomeadamente nos sistemas informáticos".
Além desta mudança nas curvas de crescimento, está também prevista a alteração na cronologia das consultas referentes a idades-chave da vigilância e um "novo enfoque nas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, as perturbações do comportamento e os maus tratos". Sobre as consultas, o programa prevê a introdução de uma consulta "aos 5 anos, com o objectivo de avaliar a existência de competências para o início da aprendizagem, aos 6/7 anos, para detecção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem, e aos 10 anos, para preparar o início da puberdade e a entrada para o 5.º ano de escolaridade".
Fonte: Público
A "tabela dos percentis" que está em todos os boletins de saúde individuais vai mudar. O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil prevê a adopção das curvas de crescimento propostas pela Organização Mundial de Saúde.
Os bebés nascidos em 2013 em Portugal vão receber uma nova versão dos boletins individuais de saúde. Entre outras alterações, o caderno azul ou cor-de-rosa será diferente nas páginas reservadas para as "tabelas de percentis" que servem de referência para monitorizar o desenvolvimento de bebés, crianças e adolescentes portugueses. A substituição das actuais curvas de crescimento pelos padrões defendidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) está prevista no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Na prática, esta mudança vai fazer com que os valores expressos nestas tabelas de percentis traduzam um crescimento mais próximo do "ideal" e vai ainda permitir detectar com mais rigor algumas situações problemáticas, como os casos de obesidade.
A cada consulta, o pediatra ou médico de família vai assinalando num gráfico impresso no boletim individual de saúde a evolução do peso, do comprimento/altura e do perímetro cefálico da criança. Se, há alguns anos atrás, este era um espaço que só merecia a atenção dos médicos, hoje são muitos os pais que se ocupam e preocupam na análise desta curva de crescimento e com o percentil correspondente. De acordo com o novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, elaborado pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) e actualmente em revisão, estes gráficos e os valores que serviam de referência vão mudar.
A questão não é nova. Desde a publicação dos resultados do exaustivo trabalho da OMS, publicado em 2006, que vários especialistas defendem a adopção destes novos valores de referência. Em Agosto de 2011, de acordo com a DGS, 125 países em todo o mundo já usavam as curvas de crescimento da OMS. Portugal, que desde a década de 1970 usa outras tabelas, deverá juntar-se no próximo ano ao grupo de países que se guia pelas curvas da OMS.

(clique para ampliar)
Actualmente, para monitorizar o estado de nutrição e crescimento das crianças e adolescentes, guiamo-nos pelos valores de referência propostos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e baseados num estudo que envolveu apenas crianças norte-americanas.
Além de estar limitado à análise da população de um país, este registo de padrões apoiou-se maioritariamente numa amostra de bebés alimentados com fórmulas lácteas. Desta forma, as curvas não reflectem de forma correcta o que pode acontecer quando estamos perante o cenário (recomendado) de um bebé alimentado exclusivamente com leite materno. E, segundo os especialistas, isso faz diferença.
Por essas e por outras, a OMS considerou as curvas de crescimento da CDC inadequadas e publicou uma nova versão destes valores de referência para o desenvolvimento infantil e juvenil. A versão da OMS é baseada num estudo realizado, entre 1997 e 2003, em diferentes continentes e que incluiu amostras selectivas de milhares de lactentes e crianças. Desta vez, o gráfico reflecte o resultado de um crescimento em "cenário ideal" que, entre muitos outros factores, como o acesso a cuidados de saúde adequados, passa também pelo aleitamento materno exclusivo durante os primeiros quatro/seis meses de vida.
O pediatra António Guerra, que fez parte do grupo de peritos consultados pela DGS, defende esta substituição há já vários anos. "As curvas de crescimento da OMS valorizam de modo mais correcto o estado de nutrição e outros factores que têm influência no desenvolvimento", diz, acrescentando que as principais diferenças entre os valores de referência são sobretudo perceptíveis no primeiro ano de vida, uma altura "determinante" para a saúde futura do bebé.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria deixa um exemplo das diferenças que podemos encontrar entre as actuais e as futuras "tabelas de percentis": de acordo com os especialistas, os bebés alimentados apenas com leite materno crescem mais nos primeiros quatro/seis meses, mas sofrem depois uma desaceleração do ritmo de crescimento. Essa "natural" desaceleração não está prevista nas curvas de crescimento do CDC, o que muitas vezes pode fazer com que se introduza suplementos como o leite artificial ou a papa na dieta do bebé. Um erro, de acordo com a opinião de muitos especialistas. As curvas da OMS prevêem já essa desaceleração "natural". Por outro lado, António Guerra nota ainda que as curvas de crescimento da OMS vão também melhorar a detecção de situações de obesidade, que actualmente é um dos problemas mais preocupantes da saúde infantil e juvenil portuguesa.
Apesar de sublinhar a importância desta medida, António Guerra sabe que muitas vezes o percentil de uma criança é sobreavaliado e, pior do que isso, mal interpretado pelos pais. Não há um bom percentil e muito menos é verdade que, quanto mais alto o percentil, melhor. "Não importa se a criança tem o percentil 25, 50 ou 75. O importante é crescer a uma velocidade normal, em paralelo com as curvas de referência, e ter o peso e o comprimento a progredir de forma proporcionada e harmoniosa", avisa o pediatra.
De acordo com Bárbara Menezes, da equipa da DGS que redigiu o novo programa, as mudanças previstas deverão ser implementadas até ao final do ano. Ou seja, os bebés nascidos em 2013 já terão novos boletins individuais de saúde. "Os actuais boletins serão mantidos e não serão substituídos, mas os profissionais de saúde terão acesso a toda a informação sobre as novas normas, nomeadamente nos sistemas informáticos".
Além desta mudança nas curvas de crescimento, está também prevista a alteração na cronologia das consultas referentes a idades-chave da vigilância e um "novo enfoque nas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, as perturbações do comportamento e os maus tratos". Sobre as consultas, o programa prevê a introdução de uma consulta "aos 5 anos, com o objectivo de avaliar a existência de competências para o início da aprendizagem, aos 6/7 anos, para detecção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem, e aos 10 anos, para preparar o início da puberdade e a entrada para o 5.º ano de escolaridade".
Fonte: Público
06 fevereiro, 2012
Desenvolvimento cerebral: carinho das mães é importante
Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

As crianças em idade pré-escolar que são criadas com afeto têm um hipocampo maior, uma área do cérebro que está envolvida na aprendizagem, memória e resposta ao stress, quando atingem a idade escolar, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Para o estudo os investigadores da Washington University School of Medicine em St. Louis, nos EUA, colocaram crianças entre os três e os seis anos perante uma situação frustrante. As crianças e as mães foram colocadas numa sala perante uma caixa de embrulho brilhante. As crianças foram informadas que poderiam abrir o presente, mas tinham que esperar que as mães acabassem de preencher vários formulários.
Os investigadores observaram como as mães e os filhos reagiram perante esta situação, a qual foi concebida para replicar o stress típico dos pais diariamente, ou seja, enquanto a mãe está a realizar uma tarefa, a criança precisa de controlar os seus impulsos apesar de ser confrontada com algo que ela quer naquele preciso momento.
As mães que deram apoio e ajudaram os seus filhos a controlar as suas emoções foram classificadas como carinhosas. Enquanto as mães que ignoraram ou reprenderam as crianças foram classificadas de outra forma.
Quando as crianças atingiram entre os sete e os dez anos de idade, os investigadores submeteram 92 crianças que tinham participado na experiência anterior a ressonâncias magnéticas.
O estudo revelou que as crianças que recebiam carinho das mães tinham um hipocampo 10% maior do que as crianças aos quais não tinha sido demonstrado este tipo de afeto.
Durante décadas a ciência tem demonstrado a importância da interação entre a criança e o seu cuidador, seja ele a mãe, pai, avó ou mesmo pais adotivos, no desenvolvimento emocional e comportamental da criança, revelou, em comunicado de imprensa, a autora do estudo Joan Luby. Contudo, este é o primeiro estudo que mostra claramente que “uma região chave do cérebro é mais saudável e mais bem desenvolvida nas crianças criadas com carinho e afeto”, acrescenta a investigadora.
Contudo, hoje em dia muitos pais não conseguem, como desejariam, demonstrar o seu afeto perante os filhos devido a inúmeras situações stressantes como a falta de tempo e dificuldades financeiras, ou serem mesmo pais solteiros, explica um professor de psiquiatria e do comportamento humano da University of California, Robert Myers.
“Abraçar o seu filho, ajudando-o a aprender a acalmar-se, ou passar 15 a 20 minutos por dia com ele na realização de tarefas divertidas, ajuda a manter o vínculo da relação forte. Por outro lado, as mães não devem ser tão exigentes com elas próprias. Ocasionalmente, perder a paciência não causará uma diminuição do hipocampo do seu filho. Os cérebros desenvolvem-se ao longo de anos, por isso é a qualidade geral da relação pai-filho que tem relevância”, acrescenta Robert Myers.
16 junho, 2011
Pintar o cabelo durante a gravidez aumenta risco de leucemia para o bebé
Novo estudo revela que risco de o bebé desenvolver leucemia nos dois primeiros anos de vida aumenta duas a três vezes quando a grávida pinta o cabelo.
Um estudo realizado no Brasil revelou que as tintas para pintar o cabelo aumentam o risco de leucemia nos dois primeiros anos de vida, quando usadas pela mãe durante a gravidez.
O autor do estudo, o biólogo Arnaldo Couto, afirma que o risco é duas a três vezes superior para os bebés filhos de mães que pintaram o cabelo durante os dois primeiros trimestres da gravidez, quando comparados com aqueles cujas mães não usaram esses produtos. A leucemia atinge cerca de cinco por cento das crianças até aos dois anos.
Algumas substâncias presentes nas tintas para o cabelo são comprovadamente cancerígenas, pelo que, segundo o autor do estudo, os fabricantes deveriam ser obrigados a alertar as consumidoras para os riscos, especialmente durante a gravidez.
Os resultados foram publicados no site da Escola Nacional de Saúde Pública, onde o estudo foi realizado, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer.
Fonte: Iol Mãe
Um estudo realizado no Brasil revelou que as tintas para pintar o cabelo aumentam o risco de leucemia nos dois primeiros anos de vida, quando usadas pela mãe durante a gravidez.
O autor do estudo, o biólogo Arnaldo Couto, afirma que o risco é duas a três vezes superior para os bebés filhos de mães que pintaram o cabelo durante os dois primeiros trimestres da gravidez, quando comparados com aqueles cujas mães não usaram esses produtos. A leucemia atinge cerca de cinco por cento das crianças até aos dois anos.
Algumas substâncias presentes nas tintas para o cabelo são comprovadamente cancerígenas, pelo que, segundo o autor do estudo, os fabricantes deveriam ser obrigados a alertar as consumidoras para os riscos, especialmente durante a gravidez.
Os resultados foram publicados no site da Escola Nacional de Saúde Pública, onde o estudo foi realizado, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer.
Fonte: Iol Mãe
21 fevereiro, 2011
Ácido fólico na grávida pode aumentar risco de asma no filho
Estudo do Research Council da Noruega

Altos níveis de ácido fólico nas grávidas podem aumentar o desenvolvimento de asma no bebé, de acordo com um estudo financiado pelo Research Council da Noruega que adverte, contudo, para que as grávidas não deixem de tomar os suplementos, dado que ainda é muito cedo para dizer, com certeza, que existe uma relação causal directa.
Os suplementos de ácido fólico são recomendados para garantir o desenvolvimento fetal normal e sabe-se que têm um papel importante na redução do risco de espinha bífida nos recém-nascidos.
Para o estudo, investigadores liderados por Siri Eldevik Håberg compararam os níveis de ácido fólico no sangue de quase duas mil mulheres grávidas com a incidência de asma nos seus filhos aos três anos de idade. Os resultados mostraram que quanto maior era o nível de ácido fólico no sangue da mulher, maior era o risco de a criança ter asma.
Trata-se do primeiro estudo a examinar a ligação entre o nível de ácido fólico no sangue das grávidas e a ocorrência de asma nos seus filhos. Contudo, para o estudo, os investigadores também tiveram em conta uma série de outros factores, tais como o nível educacional e o índice de massa corporal (IMC) da mãe, tabagismo durante a gravidez e se a mãe também sofria de asma.
A líder da investigação alerta, no entanto, que podem existir outros factores presentes nas mulheres com altos níveis de ácido fólico que tenham impacto sobre o risco da criança desenvolver asma. "O ácido fólico é recomendado, dado ser sabido que previne defeitos no tubo neural, como a espinha bífida. Se, no momento, a nossa investigação tem implicações para as orientações sobre os suplementos de ácido fólico, isso provavelmente resolver-se-á ajustando a dose recomendada, possivelmente limitando-a a grupos específicos de mulheres", explicou a especialista em comunicado.
Estudos anteriores realizados com ratinhos levaram os investigadores noruegueses à ideia de que o ácido fólico pode conduzir a mudanças epigenéticas, e assim afectar o funcionamento dos genes. Deste modo, na próxima fase do estudo, a equipa de Håberg vai analisar os mecanismos por trás de uma possível ligação entre o ácido fólico e a asma.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Altos níveis de ácido fólico nas grávidas podem aumentar o desenvolvimento de asma no bebé, de acordo com um estudo financiado pelo Research Council da Noruega que adverte, contudo, para que as grávidas não deixem de tomar os suplementos, dado que ainda é muito cedo para dizer, com certeza, que existe uma relação causal directa.
Os suplementos de ácido fólico são recomendados para garantir o desenvolvimento fetal normal e sabe-se que têm um papel importante na redução do risco de espinha bífida nos recém-nascidos.
Para o estudo, investigadores liderados por Siri Eldevik Håberg compararam os níveis de ácido fólico no sangue de quase duas mil mulheres grávidas com a incidência de asma nos seus filhos aos três anos de idade. Os resultados mostraram que quanto maior era o nível de ácido fólico no sangue da mulher, maior era o risco de a criança ter asma.
Trata-se do primeiro estudo a examinar a ligação entre o nível de ácido fólico no sangue das grávidas e a ocorrência de asma nos seus filhos. Contudo, para o estudo, os investigadores também tiveram em conta uma série de outros factores, tais como o nível educacional e o índice de massa corporal (IMC) da mãe, tabagismo durante a gravidez e se a mãe também sofria de asma.
A líder da investigação alerta, no entanto, que podem existir outros factores presentes nas mulheres com altos níveis de ácido fólico que tenham impacto sobre o risco da criança desenvolver asma. "O ácido fólico é recomendado, dado ser sabido que previne defeitos no tubo neural, como a espinha bífida. Se, no momento, a nossa investigação tem implicações para as orientações sobre os suplementos de ácido fólico, isso provavelmente resolver-se-á ajustando a dose recomendada, possivelmente limitando-a a grupos específicos de mulheres", explicou a especialista em comunicado.
Estudos anteriores realizados com ratinhos levaram os investigadores noruegueses à ideia de que o ácido fólico pode conduzir a mudanças epigenéticas, e assim afectar o funcionamento dos genes. Deste modo, na próxima fase do estudo, a equipa de Håberg vai analisar os mecanismos por trás de uma possível ligação entre o ácido fólico e a asma.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
27 dezembro, 2010
Divulgação - “Tudo sobre a Síndrome de Asperger”
Livro da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger
“Tudo sobre a Síndrome de Asperger” é título de um livro que a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger lançou na semana passada, sobre esta doença que afecta cerca de 40 mil crianças e jovens em Portugal, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.
O livro da autoria do psicólogo clínico Tony Atwood foi baseado nos quase trinta anos de experiência directa do especialista, que afirma dar os parabéns às crianças a quem é diagnosticada a síndrome. "Isto não significa ser maluco, mau ou deficiente, mas sim pensar de maneira diferente", explicou o médico.
A Síndrome de Asperger é uma forma de autismo principalmente caracterizada pela dificuldade que as crianças sentem em socializar, inteligência normal ou acima da média, com fraca coordenação e percepção grafo-espacial e interesses restritos ou preocupações obsessivas. Os sintomas tornam-se evidentes a partir do terceiro ano de vida.
Suspeita-se que personalidades como Fernando Pessoa, Albert Einstein, Isaac Newton, Mozart, Darwin, Stanley Kubrick ou Andy Warhol tenham sofrido desta doença.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
“Tudo sobre a Síndrome de Asperger” é título de um livro que a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger lançou na semana passada, sobre esta doença que afecta cerca de 40 mil crianças e jovens em Portugal, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.
O livro da autoria do psicólogo clínico Tony Atwood foi baseado nos quase trinta anos de experiência directa do especialista, que afirma dar os parabéns às crianças a quem é diagnosticada a síndrome. "Isto não significa ser maluco, mau ou deficiente, mas sim pensar de maneira diferente", explicou o médico.
A Síndrome de Asperger é uma forma de autismo principalmente caracterizada pela dificuldade que as crianças sentem em socializar, inteligência normal ou acima da média, com fraca coordenação e percepção grafo-espacial e interesses restritos ou preocupações obsessivas. Os sintomas tornam-se evidentes a partir do terceiro ano de vida.
Suspeita-se que personalidades como Fernando Pessoa, Albert Einstein, Isaac Newton, Mozart, Darwin, Stanley Kubrick ou Andy Warhol tenham sofrido desta doença.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Serotonina pode ser chave para síndroma da morte súbita no bebé

Estudo da Harvard Medical School
Os níveis baixos de serotonina podem ser os responsáveis pela síndrome de morte súbita do lactente (SMSL), aponta um estudo da Harvard Medical SchoolKinney, EUA, que traz mais dados para compreender esta condição que tanto sofrimento traz às famílias.
De acordo com os cientistas, liderados por Hannah Kinney, a carência de serotonina afecta a capacidade de o bebé acordar quando a sua saúde é posta em risco por diversas causas, nomeadamente pela falta de oxigénio. A serotonina é um neurotransmissor fortemente relacionado com as funções vitais do organismo, incluindo os ciclos de sono.
Neste estudo, os investigadores verificaram que os níveis de serotonina de 35 bebés que morreram de SMSL foram 26% inferiores aos dos bebés que morreram de causas conhecidas. Nas autópsias realizadas aos bebés também foi observado que os níveis de triptofano hidroxilase – uma enzima importante para a produção de serotonina - eram 22% mais reduzidos nos bebés com a síndrome do que nas crianças morreram de causas diferentes.
De acordo com os investigadores, em comunicado enviado à imprensa, o próximo passo na investigação será o de encontrar uma maneira de identificar os bebés que sofrem desta baixa nos níveis de serotonina.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
26 dezembro, 2010
Uso de telemóvel na gravidez associado a problemas comportamentais das crianças
Mais vale prevenir...
Estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”
As mulheres grávidas que utilizam frequentemente o telemóvel têm um maior risco de terem filhos com problemas comportamentais, especialmente se as crianças também começarem a usá-lo desde cedo, revela um estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”.
Para este estudo, os investigadores da University of Califórnia, nos EUA observaram dados de 28 mil crianças com sete anos de idade e das suas mães, que fizerem parte de um grande estudo que envolveu a participação de 100 mil mulheres que estiveram grávidas entre 1996 e 2002.
As mães forneceram informações detalhadas sobre o seu estilo de vida, dieta e factores ambientais ao longo de quatro longas entrevistas por telefone, durante e após a gravidez.
Quando os filhos atingiram os sete anos de idade, as mães foram novamente questionadas sobre a saúde dos seus filhos, nomeadamente quanto ao seu comportamento, o qual foi avaliado com base em escalas de avaliação validadas. Foi também solicitado às mães informação sobre uso do telemóvel durante a gravidez, assim como o uso do telemóvel pelos filhos.
O estudo revelou que cerca de 3% das crianças tinham problemas comportamentais e 3% também apresentavam comportamentos anormais.
Os investigadores também constataram que as crianças cujas mães utilizaram durante a gravidez o telemóvel e que também usavam o aparelho desde tenra idade tinham um risco 50% maior de ter problemas de comportamento. Quanto aquelas que só foram expostas ao telemóvel antes do nascimento tinham um risco 40% maior de desenvolver este tipo de problemas, enquanto as que não tinham sido expostos durante o período pré-natal, mas que tinham acesso a este tipo de dispositivo aos sete anos de idade tinham um risco 20% maior de terem problemas comportamentais.
Os autores do estudo, liderados por Leeka Kheifets, revelam em comunicado enviado à imprensa que "embora seja prematuro interpretar estes resultados como causais, estamos preocupados com o risco associado à exposição precoce aos telemóveis, que, se for real, seria de interesse da saúde pública, dado o amplo uso desta tecnologia."
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”
As mulheres grávidas que utilizam frequentemente o telemóvel têm um maior risco de terem filhos com problemas comportamentais, especialmente se as crianças também começarem a usá-lo desde cedo, revela um estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”.
Para este estudo, os investigadores da University of Califórnia, nos EUA observaram dados de 28 mil crianças com sete anos de idade e das suas mães, que fizerem parte de um grande estudo que envolveu a participação de 100 mil mulheres que estiveram grávidas entre 1996 e 2002.
As mães forneceram informações detalhadas sobre o seu estilo de vida, dieta e factores ambientais ao longo de quatro longas entrevistas por telefone, durante e após a gravidez.
Quando os filhos atingiram os sete anos de idade, as mães foram novamente questionadas sobre a saúde dos seus filhos, nomeadamente quanto ao seu comportamento, o qual foi avaliado com base em escalas de avaliação validadas. Foi também solicitado às mães informação sobre uso do telemóvel durante a gravidez, assim como o uso do telemóvel pelos filhos.
O estudo revelou que cerca de 3% das crianças tinham problemas comportamentais e 3% também apresentavam comportamentos anormais.
Os investigadores também constataram que as crianças cujas mães utilizaram durante a gravidez o telemóvel e que também usavam o aparelho desde tenra idade tinham um risco 50% maior de ter problemas de comportamento. Quanto aquelas que só foram expostas ao telemóvel antes do nascimento tinham um risco 40% maior de desenvolver este tipo de problemas, enquanto as que não tinham sido expostos durante o período pré-natal, mas que tinham acesso a este tipo de dispositivo aos sete anos de idade tinham um risco 20% maior de terem problemas comportamentais.
Os autores do estudo, liderados por Leeka Kheifets, revelam em comunicado enviado à imprensa que "embora seja prematuro interpretar estes resultados como causais, estamos preocupados com o risco associado à exposição precoce aos telemóveis, que, se for real, seria de interesse da saúde pública, dado o amplo uso desta tecnologia."
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Cheiros e sabores gravados no cérebro do feto
Dieta da grávida condiciona escolhas alimentares do filho, ao longo da vida. A alimentação de uma grávida sensibiliza o bebé para determinados cheiros e sabores. Mas além disso tem consequências físicas no cérebro que vão condicionar aquilo que ele vai escolher comer, mais tarde, ao longo da vida.
São conclusões de um grande estudo realizado durante dois anos na Universidade do Colorado, EUA. O olfacto e o paladar são condicionados desde a vida intra-uterina pelas escolhas alimentares da grávida. A estrutura cerebral que processa o odor é também afectada durante o desenvolvimento fetal pelos alimentos ingeridos pela mãe. Este processo continua durante os primeiros meses de vida, quando o bebé é amamentado.
Segundo a investigadora Josephine Todrank, que liderou o estudo, se a grávida bebé álcool, a apetência do filho por bebidas alcoólicas será grande, pois o que vem da mãe é instintivamente entendido pelo bebé em desenvolvimento como sendo seguro. Da mesma forma, se a mãe escolhe alimentos saudáveis, o bebé terá tendência para adoptar, no futuro, esse padrão. Tudo o que é experimentado no útero fica gravado na mente como sendo adequado, saudável. E será assim para o melhor e para o pior.
Este trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B..
Fonte: IOL Mãe
São conclusões de um grande estudo realizado durante dois anos na Universidade do Colorado, EUA. O olfacto e o paladar são condicionados desde a vida intra-uterina pelas escolhas alimentares da grávida. A estrutura cerebral que processa o odor é também afectada durante o desenvolvimento fetal pelos alimentos ingeridos pela mãe. Este processo continua durante os primeiros meses de vida, quando o bebé é amamentado.
Segundo a investigadora Josephine Todrank, que liderou o estudo, se a grávida bebé álcool, a apetência do filho por bebidas alcoólicas será grande, pois o que vem da mãe é instintivamente entendido pelo bebé em desenvolvimento como sendo seguro. Da mesma forma, se a mãe escolhe alimentos saudáveis, o bebé terá tendência para adoptar, no futuro, esse padrão. Tudo o que é experimentado no útero fica gravado na mente como sendo adequado, saudável. E será assim para o melhor e para o pior.
Este trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B..
Fonte: IOL Mãe
A voz da mãe activa o cérebro do recém-nascido
Actividade cerebral é mais intensa quando a mãe fala e as zonas ligadas ao desenvolvimento da linguagem acordam. A voz da mãe activa o cérebro dos recém-nascidos de uma forma que não acontece com outras vozes.
Investigadores da Universidade de Montreal observaram a actividade cerebral de bebés com menos de 24 horas de vida, através de electrodos ligados nas suas cabeças, ao ouvirem a voz da mãe, durante o sono, e a voz de uma enfermeira.
E descobriram que quando a mãe fala o hemisfério esquerdo do cérebro reage de forma mais intensa. Áreas ligadas à linguagem e à actividade motora são inequivocamente activadas. Quando ouvem a voz da enfermeira, o cérebro não reage da mesma forma, verificando-se apenas actividade, menos intensa.
Investigadores da Universidade de Montreal observaram a actividade cerebral de bebés com menos de 24 horas de vida, através de electrodos ligados nas suas cabeças, ao ouvirem a voz da mãe, durante o sono, e a voz de uma enfermeira.
E descobriram que quando a mãe fala o hemisfério esquerdo do cérebro reage de forma mais intensa. Áreas ligadas à linguagem e à actividade motora são inequivocamente activadas. Quando ouvem a voz da enfermeira, o cérebro não reage da mesma forma, verificando-se apenas actividade, menos intensa.
Esta é uma descoberta importante que aponta a hipótese de a voz da mãe funcionar desde as primeiras horas de vida do bebé como desencadeadora de todo o desenvolvimento cerebral ligado à linguagem.
Os resultados da investigação foram publicados na publicação científica Cerebral Cortex.
Fonte:IOL Mãe
14 dezembro, 2010
Parto natural é seguro após cesariana
Recomendação de especialistas norte-americanos
Ter um parto vaginal depois de o último ter sido por cesariana é perfeitamente seguro e as mulheres deveriam ter essa opção, recomenda um painel de especialistas norte-americanos do National Institutes of Health (NIH).
"A ideia errada de que dar à luz por parto vaginal depois de uma cesariana não é aconselhável e o crescente número destas intervenções cirúrgicas nos últimos 15 anos levariam a crer que a repetição de uma cesariana seria preferível ao trabalho de parto", considerou, em comunicado enviado à imprensa, F. Gary Cunningham, presidente do painel de especialistas dos NIH e director do serviço de obstetrícia e ginecologia do Centro Médico Southwestern, da University of Texas, em Dallas, EUA.
Contudo, o especialista considera que as provas disponíveis sugerem um panorama muito diferente: “vale a pena considerar o trabalho de parto e ele até pode ser o indicado para muitas mulheres” cujo último parto tenha sido por cesariana.
Os especialistas citaram uma "rigorosa investigação" que demonstrou que a tentativa de ter um parto natural é bem sucedida em 75% dos casos e que as mulheres são menos propensas a morrer se lhes for permitido fazer trabalho de parto natural, mesmo que terminem por dar à luz por cesariana.
Alguns médicos temem que as incisões da primeira cesariana se abram durante a pressão das contracções, pondo em risco a mãe e o bebé. Contudo, referem os especialistas dos NIH, vários estudos indicam que a taxa de ruptura é inferior a 1%.
O Colégio de Obstetrícia e Ginecologia dos EUA não recomenda o parto vaginal a mulheres que tenham sido submetidas a três ou mais cesarianas.
A taxa de cesarianas tem aumentado nos países ocidentais. Portugal, por exemplo, é o segundo país da União Europeia com maior taxa de cesarianas. Em 2009, 35,3% dos nascimentos no país ocorreram através desta cirurgia.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Ter um parto vaginal depois de o último ter sido por cesariana é perfeitamente seguro e as mulheres deveriam ter essa opção, recomenda um painel de especialistas norte-americanos do National Institutes of Health (NIH).
"A ideia errada de que dar à luz por parto vaginal depois de uma cesariana não é aconselhável e o crescente número destas intervenções cirúrgicas nos últimos 15 anos levariam a crer que a repetição de uma cesariana seria preferível ao trabalho de parto", considerou, em comunicado enviado à imprensa, F. Gary Cunningham, presidente do painel de especialistas dos NIH e director do serviço de obstetrícia e ginecologia do Centro Médico Southwestern, da University of Texas, em Dallas, EUA.
Contudo, o especialista considera que as provas disponíveis sugerem um panorama muito diferente: “vale a pena considerar o trabalho de parto e ele até pode ser o indicado para muitas mulheres” cujo último parto tenha sido por cesariana.
Os especialistas citaram uma "rigorosa investigação" que demonstrou que a tentativa de ter um parto natural é bem sucedida em 75% dos casos e que as mulheres são menos propensas a morrer se lhes for permitido fazer trabalho de parto natural, mesmo que terminem por dar à luz por cesariana.
Alguns médicos temem que as incisões da primeira cesariana se abram durante a pressão das contracções, pondo em risco a mãe e o bebé. Contudo, referem os especialistas dos NIH, vários estudos indicam que a taxa de ruptura é inferior a 1%.
O Colégio de Obstetrícia e Ginecologia dos EUA não recomenda o parto vaginal a mulheres que tenham sido submetidas a três ou mais cesarianas.
A taxa de cesarianas tem aumentado nos países ocidentais. Portugal, por exemplo, é o segundo país da União Europeia com maior taxa de cesarianas. Em 2009, 35,3% dos nascimentos no país ocorreram através desta cirurgia.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
"Um terço das gravidezes normais evolui para parto de risco"... e o total desrespeito pelas recomendações da OMS
As coisas que se discutem em encontros mediados por médicos... claro está que o que alegam como o motivo para a necessidade imperativa de um "acompanhamento" (leia-se controlo) durante o parto, não é mais, em bom rigor, que causado, possivelmente em 99% dos casos, pelo total desrespeito pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde, ou seja pelo exercicio abusivo desse controlo...ups desculpem, "acompanhamento"!
Estudo do Hospital de Santa Maria
Um terço das mulheres com gravidezes normais tem partos que evoluem para uma situação de risco médio ou elevado, segundo um estudo do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, apresentado no Simpósio Clínica do Parto II.
Dados internacionais apontam para uma taxa de 25% de partos de risco, mas este estudo revela que, em Portugal, a taxa é superior: 34,7%.
O estudo incluiu 395 mulheres com menos de 35 anos e com gravidezes vigiadas, sendo que, deste grupo, 137 mulheres tiveram partos com situações de risco. Os principais motivos foram suspeitas de sofrimento fetal e distocia, que obrigaram muitas vezes ao recurso a cesarianas ou a instrumentos como fórceps ou ventosas.
Excluindo os 20% de gravidezes já consideradas de risco, esta taxa vem demonstrar que cerca de 20 a 25 mil partos de mães sem qualquer doença prévia e que vigiaram a gravidez podem ter alguma complicação, o que tem levado especialistas, como Luís Graça, director do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, a defender o parto em ambiente hospitalar.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Estudo do Hospital de Santa Maria
Um terço das mulheres com gravidezes normais tem partos que evoluem para uma situação de risco médio ou elevado, segundo um estudo do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, apresentado no Simpósio Clínica do Parto II.
Dados internacionais apontam para uma taxa de 25% de partos de risco, mas este estudo revela que, em Portugal, a taxa é superior: 34,7%.
O estudo incluiu 395 mulheres com menos de 35 anos e com gravidezes vigiadas, sendo que, deste grupo, 137 mulheres tiveram partos com situações de risco. Os principais motivos foram suspeitas de sofrimento fetal e distocia, que obrigaram muitas vezes ao recurso a cesarianas ou a instrumentos como fórceps ou ventosas.
Excluindo os 20% de gravidezes já consideradas de risco, esta taxa vem demonstrar que cerca de 20 a 25 mil partos de mães sem qualquer doença prévia e que vigiaram a gravidez podem ter alguma complicação, o que tem levado especialistas, como Luís Graça, director do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, a defender o parto em ambiente hospitalar.
Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.
28 novembro, 2010
Lições de empatia
Um programa desenvolvido no Canadá leva bebés às salas de aula, para pôr as crianças a falar de sentimentos e de empatia. A violência diminui por onde passam os bebés.
Levar bebés a ensinar lições de empatia a crianças mais velhas, nas salas de aulas, é o que acontece no programa Roots of Empaty. O objectivo é falar de emoções, aprender a compaixão e prevenir a violência e o bullying na escola.
As sessões são visitas de uma mãe ou pai com o seu bebé a uma sala de aula. Para isso, existem famílias voluntárias. Pela observação e interacção com o bebé, as crianças são levadas a reflectir, identificar e verbalizar sentimentos, seja os seus, seja os dos outros.
Levar bebés a ensinar lições de empatia a crianças mais velhas, nas salas de aulas, é o que acontece no programa Roots of Empaty. O objectivo é falar de emoções, aprender a compaixão e prevenir a violência e o bullying na escola.
As sessões são visitas de uma mãe ou pai com o seu bebé a uma sala de aula. Para isso, existem famílias voluntárias. Pela observação e interacção com o bebé, as crianças são levadas a reflectir, identificar e verbalizar sentimentos, seja os seus, seja os dos outros.
Em casa falta muitas vezes oportunidade ou ambiente para falar de emoções. Assim, as crianças crescem sem vocabulário para se exprimirem e sem aprenderem a pensar no que os outros sentem. Um bebé pode ser uma boa maneira de aproximar as crianças dos sentimentos e de fazê-las perceber como é possível estabelecer relações de empatia, mesmo sem falar.
Estudos independentes mostraram que estas sessões aumentam nas crianças as competências sociais (como partilhar, ajudar, incluir, aceitar) e fazem diminuir os comportamentos agressivos.
Mais informações em Roots of Empaty
Fonte: IOL Mãe
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