18 novembro, 2010

Os sonhos mais comuns na gravidez

Um artigo com alguma curiosiade....
Os seus sonhos andam muito animados?
Os sonhos mais comuns na gravidez
Isso deve-se em parte ao facto de interromper muitas vezes um ciclo repleto de sonhos do sono REM quando se levanta para ir à casa de banho, alivia uma cãibra na perna ou muda para uma posição mais confortável. Acordar durante o sono REM aumenta a probabilidade de se lembrar dos sonhos. E as hormonas da gravidez também têm a sua palavra a dizer.

Alguns especialistas acreditam que os sonhos da gravidez simbolizam o seu entusiasmo, bem como os seus receios e apreensões acerca das mudanças físicas e emocionais que está a viver. Veja em seguida alguns temas comuns e o que poderão significar, segundo Patricia Garfield, psicóloga clínica e autora de Women's Bodies, Women's Dreams.

Tratar de animais bebé.
Durante o segundo trimestre, muitas mulheres grávidas sonham com animais amorosos e ainda bebés, como cachorrinhos, pintainhos e gatinhos. Pensa-se geralmente que a presença de simpáticos animais nos seus sonhos significa que está sensível aos seus instintos. Pelo contrário, animais ameaçadores podem representar alguma ambivalência relativamente a esta nova e estranha criatura que está prestes a entrar na sua vida.

Encontro sensual com um amor do passado. Muitas futuras mães sentem-se preocupadas com a mudança do corpo e o seu efeito na vida sexual – ao passo que outras se sentem mais estimuladas sexualmente do que nunca. Ambos estes sentimentos se reflectem muitas vezes nos sonhos. Os sonhos eróticos não só proporcionam uma segurança reconfortante, como também espelham o nível de sensualidade que sente durante o tempo em que está acordada.

O companheiro abandona-a. Se sonhar que o seu companheiro tem uma relação com uma ex-namorada ou uma perfeita desconhecida, isso pode ser sinal de insegurança sobre a sua capacidade de manter o seu amor e atenção em épocas de profunda mudança. Neste momento, depende da boa vontade e do apoio daqueles que a rodeiam, em especial do seu companheiro. O receio de perdê-lo é uma reacção emocional comum na gravidez.

SUGESTÃO
Dado que não há nada que possa fazer para impedir estes sonhos loucos, tente divertir-se com a situação. Tenha um bloco de notas e uma caneta na mesa-de-cabeceira e registe-os.

Projecto Mal me Quer

Um projecto para seguir e Encolar com todo o carinho....
Parabéns e bem haja por serem a voz de tantas mulheres que já deram conta que foram vítimas de abuso obstétrico, de tantas outras que ainda nem perceberam o que lhes aconteceu e, sobretudo, das que pretendem nunca ser...


mal me quer

O que é o Abuso Obstétrico?

O abuso obstétrico consiste na intervenção clínica sobre a grávida/parturiente/puérpera, ou sobre o seu bebé, sem informação prestada à mulher alvo de intervenção e/ou sem o seu consentimento prévio, ou com consentimento prestado sob qualquer forma de pressão, o que constitui, por si só, uma forma de abuso.


Evite o abuso obstétrico.
É possível prevenir o abuso obstétrico. A chave é a informação.
Reconheça e enfrente o abuso obstétrico.
É possível ultrapassar uma situação de abuso obstétrico. A chave é a partilha.



16 novembro, 2010

Associação entre uso de paracetamol na gravidez e asma infantil é reforçada


Estudo publicado “Journal of Allergy and Clinical Immunology”


Novos dados reforçam a associação entre o risco de asma na infância e a exposição ao paracetamol na gravidez, de acordo com um estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.

De forma a avaliarem se existia alguma interacção entre o uso de paracetamol na gravidez ou na infância e os genes antioxidantes expressos pela mãe ou criança, os investigadores da Respiratory Epidemiology e do The London School of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, analisaram os dados do British Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), que acompanhou 14 mil crianças desde o nascimento, tendo começado na gravidez das suas mães e prosseguido até as crianças terem atingido os oito anos de idade.

Às mães foi solicitada informação sobre a utilização de paracetamol durante a gravidez, assim como se os seus filhos foram expostos a este fármaco durante a infância. Paralelamente também foi recolhida informação sobre presença de sibilos, sintomas de asma e alergia, juntamente com dados sobre a exposição ambiental e estilo de vida familiar. Entre os sete e os oito anos de idade as crianças foram submetidas a testes cutâneos de alergia e sanguíneos. Tanto as mães como as crianças tinham testes genéticos realizados.

Os investigadores encontraram evidências que sugerem que, o risco de asma na infância, associado à exposição pré-natal ao paracetamol, depende das variantes dos genes antioxidantes que as mães expressam. Pelo contrário, não foram observadas interacções entre o uso de paracetamol na infância e a expressão das mesmas variantes nas crianças.

Em comunicado enviado à empresa, o líder da investigação, Seif Shaheen, revelou que “estas últimas descobertas vêm confirmar o que já tinha sido constatado sobre as implicações da exposição ao paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de asma infantil. No entanto, em última análise, uma relação de causa e efeito só pode ser confirmada através de ensaios clínicos aleatórios.”

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Fonte: Alert Life Sciences Computing

14 novembro, 2010

Petição Pública

Uma petição que vale a pena levar em frente!!! Pelo respeito e pelo direito que os bebés têm de nascer da melhor forma possivel e de pai e mãe poderem viver em pleno e em segurança esse momento único, por favor leiam e assinem...vamos fazer chegar esta voz a quem de direito, para fazer valer os nossos direitos!!!


"As recomendações da OMS no atendimento ao parto normal são ininterruptamente ignoradas pelos próprios profissionais de saúde. Estas recomendações baseiam-se fundamentalmente num profundo respeito pela mulher e pelo processo transformativo que ela está a viver, mais pelo seu bebé, sem intervenções desnecessárias, tais como a raspagem dos pêlos, confinar a mulher à cama, CTG contínuo, exames vaginais frequentes por mais de um assistente, entre muitos outros procedimentos, os quais causam desconforto e dor, inibindo a dilatação na mulher. Estas intervenções resultam num elevado número de pedido de epidural, de uma crescente taxa de cesarianas comprometendo muitas vezes a amamentação, logo, a saúde do bebé. Porque o nascimento é o evento social de maior importância e não um evento médico. http://www.bionascimento.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=50"
 
Assinem em: Petição Pública 

12 novembro, 2010

Amamentar não rouba tempo de sono à mãe

Todas as mães dormem mal nos primeiros meses, seja qual for o tipo de alimentação que o bebé recebe. Deixar de amamentar não é solução para passar a dormir melhor.


A amamentação não rouba tempo de sono às mães, ao contrário da ideia que por vezes se faz passar. Um estudo publicado no Pediatrics revela que as mães que amamentam dormem o mesmo número de horas do que aquelas que alimentam o bebé com biberão.

Isto apesar de o bebé amamentado poder acordar mais vezes. É que o aparelho digestivo, durante os primeiros meses, não tem ainda maturidade para absorver alimento suficiente, de forma a que o bebé se mantenha saciado por um período muito longo. Como o leite materno é de digestão mais fácil, os bebés amamentados tendem a acordar com mais frequência.

Uma vez que a qualidade do sono da mãe é muito importante para o seu bem-estar e saúde, e consequentemente também para o bebé, importava perceber se de facto a amamentação se torna um factor que agrava o seu défice de sono.
A investigação foi realizada na Universidade de West Virginia, EUA e envolveu 80 mulheres, das quais: 27 amamentaram em exclusivo até às 12 semanas de vida do bebé; 18 optaram pelo biberão; e 35 usaram os dois métodos. Todas mantiveram registos diários da qualidade e quantidade do sono, bem como do número de vezes que acordaram durante a noite. Para além disso, usaram aparelhos que registaram os períodos de sono nocturnos e os momentos em que sentiram sono durante o dia.
Não houve diferenças significativas nos padrões de sono dos três grupos de mães. A explicação pode estar no facto de as mães que amamentam não despertarem da mesma forma que uma mãe que tem de preparar o biberão, pois podem manter-se no escuro e voltam ao sono profundo mais rapidamente. Além disso, a hormona prolactina, presente no leite materno, pode ter um efeito indutor do sono, no bebé.
A ideia de que as mães que optam pelo biberão dormem mais durante a noite não passa portanto de um mito. As mães que pensam deixar de amamentar por acreditarem que irão passar a dormir melhor devem portanto desiludir-se. Não só isso não vai acontecer, como estarão a privar o bebé, bem como a si próprias, de todos os benefícios da amamentação em exclusivo.
«A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebé e a qualidade do sono não pode ser argumento para desistir. Não irá dormir melhor por ter deixado de dar de mamar», garante Hawley Montgomery-Downs, que liderou o estudo.

Fonte: Iol Mãe

08 novembro, 2010

Benefícios do uso do pano porta-bebés

• Estar em contacto “pele com pele” com os pais (o Toque é o primeiro sentido conhecido dum bebé, logo no útero de sua mãe) promove o vinculo afectivo/bonding


• Prover o chamado útero extra-uternino tão importante no desenvolvimento de um bebé (biologicamente, os bebés necessitam de colo para que possam crescer! Com um pano, podemos dar colo e ainda assim, ter as duas mãos livres para continuar com as nossas tarefas do dia-a-dia)

• Bebés choram menos quando tem muito colo. Bebés que choram menos nos primeiros meses choram menos no ano seguinte – promove calma e satisfação, aumentando o estádio de alerta tranquilo (estádio em que os bebés mais aprendem!)

• transportar um bebé num pano regula o ritmo respiratório e cardíaco do bebé que ainda não o consegue fazer sozinho.

• Manter o bebé perto de si ajuda-o a organizar os ciclos de sono!

• Comem melhor, ganham peso mais facilmente – pesquisa tem demonstrado que bebés prematuros que são tocados e com colo, ganham peso mais facilmente e são mais saudáveis do que bebés que não são!

• melhor digestão e menos cólicas (o ácido mantém-se no estômago quando um bebé é levado numa posição correcta)

• Diminui o stress dos pais e do bebé

• desenvolvimento do bebé (bebés a quem se dá colo experimentam toque e movimento humano. Este estímulo tem mostrado ter efeitos positivos como desenvolvimento físico e cognitivo do bebé)

Fonte: Clube do Pano

05 novembro, 2010

Nasceu o T.!!!!

Nasceu o T.!
Por entre muitos e diferentes sentimentos que se misturam quero deixar o meu profundo agradecimento à C. e ao L. por me terem permitido a enorme honra de poder partilhar este momento tão único e especial das suas vidas!
Muita luz pequeno T. és lindo; parabéns mãe coragem, bem haja pai inspirador...


03 novembro, 2010

Doula e ..... Educadora Perinatal!!!!

Mais um passo, mais um sonho, mais um filho parido por entre as dúvidas e os anseios, por entre o prazer e o desejo...
Cinco dias plenos deste viver o outro lado de mim, que me fazem sentir e perceber-me como plena, porque é bom que se diga e repita e se grite aos "sete ventos" : É ISTO QUE EU SOU!!!
Obrigada ao universo, aos meus três amores, às minhas colegas de trabalho, às e aos companheiros destes dias por me permitirem partilhar das suas vidas dando assim sentido à minha!!!

27 outubro, 2010

A doular....

... a "doular"...porque também são estes os momentos que preparam a chegada de um novo bebé e o nascimento de uma nova família!!! Mil vezes obrigada C. e L. por me deixarem fazer parte deste milagre de vida!!!!!



 

25 outubro, 2010

Relaxamento é a chave para um parto tranquilo e com menos dor

Especialistas recomendam que a gestante lance mão de qualquer técnica que a ajude a relaxar, como ioga, meditação ou movimentos corporaisEspecialistas recomendam que a gestante lance mão de qualquer técnica que a ajude a relaxar, como ioga, meditação ou movimentos corporais
Exercícios na gravidez podem reduzir a dor na hora "H"
Especialistas dão dicas para aliviar a dor no parto
Dor é esquecida após o nascimento do filho


Conhecida como a dor mais insuportável do mundo, a sensação dolorosa do parto pode ser minimizada se a gestante conseguir manter a mente tranquila. Na opinião de especialistas, a palavra-chave para diminuir a sensação de dor na hora de dar à luz é o relaxamento.
De acordo com o médico Alessio Calil Mathias, especialista em ginecologia, obstetrícia e reprodução humana do Hospital São Luiz, em São Paulo, a percepção da dor, de modo geral, é relativa, depende de cada pessoa. “Uma mesma queimadura pode não doer tanto para alguns como para outros. E isso está relacionado com a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar e do prazer. Se o organismo produz mais endorfina a sensação de dor é menor. Pessoas mais tensas, estressadas, nervosas e ansiosas tendem a liberar menos endorfina e, consequentemente, terão mais dor na hora do parto”, relata o médico.
O medo contribui para o processo da dor. No livro “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella explica o que acontece: “(...) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor”.
É o conhecido ciclo vicioso da fisiologia da dor: medo-tensão-dor. Quando temos medo ficamos tensos e a tensão causa mais dor.
Para relaxar, vale de tudo, conforme a opinião de Mathias. Desde técnicas alternativas, como acupuntura, pilates, ioga, homeopatia, florais sem álcool ou até dançar, cantar e gritar. “Tudo que puder aliviar o ciclo medo-tensão-dor é útil; claro sempre com orientação de um médico e sem prejuízos para a criança”, ele pondera.
Cada pessoa tem seu jeito de relaxar e isso deve ser incentivado desde o início do parto. O mais importante é a gestante se dedicar ao que ela gosta de fazer, não importando o que seja. A saúde em ordem, física, psíquica e emocional, é mais um fator importante para o relaxamento. Por isso o obstetra costuma recomendar o início do pré-natal três meses antes de a paciente engravidar.


Conforto
Se manter a tranquilidade é o melhor antídoto contra as dores no parto, nada melhor que o ambiente doméstico e o acolhimento de pessoas queridas nesta hora. Fernanda Lopes Martins Pereira teve seu primeiro e único filho com apenas 15 anos de idade. Ela conta que não sentiu muita dor durante o trabalho de parto. Em grande parte, ela atribui isso a ter ficado em casa o maior tempo possível. “A maioria das pessoas já sente dor e vai logo para o médico. Passar esse processo em casa, no conforto do lar, me ajudou muito”, acrescenta Fernanda.
Entre as recomendações do obstetra Mathias está a de que a gestante só deve ir ao hospital com contrações em intervalos de cinco em cinco ou dez minutos a cada hora, daí a garantia é maior de que ela terá a dilatação necessária e o parto será mais tranquilo. “Assim que entra em trabalho de parto, costumo aconselhar à futura mamãe a passear no shopping, fazer algo para se distrair e que dê prazer, atuando na liberação de endorfina. O ambiente hospitalar é muito estressante, tem gente entrando para fazer o toque, outras pacientes gritando...”, pondera.
Renata Dias Gomes tem dois filhos; o segundo parto foi o menos dolorido e aconteceu no aconchego do lar, na banheira. Ela conta que “estar em casa foi uma delícia e tornou o momento mais prazeroso”. Ao lado dela, estavam o obstetra, o marido e uma doula informal, que ajudou com massagens, apoio físico e emocional. Mas vale lembrar que nem todos os médicos são favoráveis ao parto domiciliar.

Informação é fundamental
Na opinião da obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das coordenadoras do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), metade das garantias para se precaver contra um parto muito dolorido está na busca de informações.
Uma gestante bem informada fica longe de intervenções e práticas perigosas, como a aplicação de ocitocina (que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê). Também evita ficar parada na hora do parto e o rompimento artificial da bolsa. Esses procedimentos podem trazer ainda mais dor e aumentam o risco de cesárea e fórceps. Tomar anestesia cedo demais é outro fator prejudicial.
A obstetriz pondera a necessidade de se procurar profissionais que tenham uma filosofia de atendimento que privilegie o parto normal e as ações que mudem a perspectiva da dor, para que a gestante passe a encará-la de forma positiva. Esses também são fatores que aumentam a confiança e afastam o medo e a insegurança na hora de dar à luz, de acordo com Ana Cristina.

Fonte: UOL Ciências e Saúde - Noticias

04 outubro, 2010

Estou de volta...

"Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração."
             Restolho, Mafalda Veiga

...Estou de volta, com a força de um desejo, com a força de sol de Primavera... porque às vezes é mesmo preciso morrer e nascer de novo, para depois perceber que não há volta a dar, que há coisas que estão gravadas na nossa mais profunda essência.

Não se trata do que queremos...é antes o que somos!

Assim, aqui estou... pronta a entregar-me alucinadamente (e, desejo, definitivamente) a este eu no qual me sinto em casa... pronta para dar e receber daquilo que realmente aumenta o coração!!!

Bem haja a todos/as os/as que se mantiveram comigo apesar da minha ausência!


13 maio, 2010

Aguardar Trabalhos de Parto

Obrigada por mais estas palavras inspiradoras, Dydy!

Eileithya - A Deusa do Parto

No momento, me encontro esperando para participar de meu primeiro Parto Domiciliar, além dos meus dois, claro! Depois de uns 50 partos hospitalares finalmente este está chegando.

Esperar um parto de uma mulher é também esperar o próprio parto.

Quando acompanho uma gestante que realmente quer viver seu parto, eu engravido também. Não sei explicar, só gosto que seja assim.
Mas nada como acompanhar uma mulher que acredita em si.

Estou aqui para ajudar qualquer uma que queira tentar, mas duas coisas me emocionam demais: uma mulher que confia piamente em si e a mulher que nasce, que se descobre em seu parto.

Talvez para quem olhe de longe, acompanhar parto de mulheres de baixo risco (vulgo “Filezão” na obstetrícia) seja fácil e nada desafiador. Mesmo assim há poucos que decidem sair da teoria e fazer, o que prova que a crença de é fácil é uma mentira. Os profissionais têm pânico de assistir PDs simplesmente porque não sabem, têm muito medo e também porque não querem ter o trabalho de aprender.

Ou seja, falar que é fácil é fácil!

Mas o grande lance de ser assistente de partos naturais é se dispor a aguardar, abrir mão de feriados, reconhecer o que é natural, o que foge ao fisiológico, saber o limite, enfim sentir, esperar saber e fazer...

O mérito estar em viver de fazer o bem. Ter salário vindo de boas vindas aos bebês, de mulheres extasiadas e pais sem palavras. Não há melhor profissão no mundo!

Às vezes me sinto egoísta por ser tão apaixonada por partos. Afinal faço isso por mim também. Me sinto bem, revivo as minhas próprias experiências, tomo emprestadas as emoções de outras mulheres, ajudo a construir um mundo melhor para mim e para os meus filhos.
Quero dizer que não faço isso somente por altruísmo.

Existem momentos, onde eu gostaria de não ser tão apaixonada, porque sofro pessoalmente quando não dá certo, porque me envolvo demais, porque parto é coisa séria e deliciosa demais pra mim.

Mas sou assim, pois simplesmente não há outra saída. Não há mérito nem demérito. Simplesmente nada mais me satisfaz tanto. Nenhum outro trabalho me traz o que este me traz. Nada mais me envolve, realiza e me faz tão feliz.

Quando eu assisto um parto não faço por caridade, não faço só pela mulher, mas também não faço só pior mim. Eu faço por um mundo melhor que acredito virá através das crianças que vem ao mundo através das minhas mãos.

É um trabalho difícil, porém também digno, importante e belo. Um sacerdócio que não deixa oportunidade de escolha para seus devotos por ser tão sedutoramente simples.
 

E aí vai mais uma...vantagens do leite materno!!!!

Leite materno combate cancro


O composto agora descoberto pode transformar-se numa substância comum para o tratamento oncológico, no espaço de cinco anos.

As vantagens da amamentação exclusiva dos bebés acabam de ganhar um forte argumento com a descoberta, feita por uma equipa da Universidade de Gotemburgo, de que o leite materno possui um composto que ataca decisivamente as células cancerígenas e que pode ser decisivo na prevenção oncológica desde muito cedo.

Denominado HAMLET – da expressão inglesa «Human Alpha-lactalbumin Made Lethal to Tumor Cells» – o composto foi posto à prova em inúmeros testes clínicos, tendo os cientistas descoberto que é decisivo em casos de cancro da bexiga e outros 40 tipos diferentes de patologias oncológicas. E, mais crucial ainda, a substância parece não afectar as células saudáveis, ou seja, não causa os habituais efeitos secundários relacionados com outros tratamentos, como é o caso, por exemplo, da quimioterapia.

Roger Karlsson, da Universidade de Gotemburgo, afirma que o HAMLET «é produzido através da combinação da alfa-lactalbumina do leite materno com o ácido oleico presente no estômago dos bebés» e «ataca o núcleo das células tumorais», para além de «espoletar os mecanismos de morte celular programada». O especialista revelou ainda que o HAMLET foi descoberto por acaso, quando a equipa que dirige «estava à procura de substâncias antibióticas do leite materno».

Os primeiros testes determinaram, segundo o mesmo cientista, redução dos tumores em pacientes com cancro na bexiga que foram injectados com o HAMLET. Numa entrevista ao jornal britânico Telegraph, Karlsson afirmou que o próximo passo é o de determinar de que forma o composto poderá vir a ser usado em larga escala. Algo que deverá acontecer «no espaço de cinco anos e como complemento aos processos de qumioterapia».