23 janeiro, 2011

«Não se pode deixar um bebé chorar»



altRecuperar o instinto e não impor objectivos de adulto na relação com os bebés são um bom resumo da conversa que a conhecida médica e autora de livros dedicados à gravidez, parto e pediatria manteve com a PAIS&Filhos. Longe das receitas e de regras rígidas, Miriam Stoppard garante que os pais sabem sempre o que é melhor para os filhos.

Garante que uma família feliz terá filhos felizes e saudáveis.
A felicidade é uma vitamina fundamental para a saúde. Com tanta literatura sobre pediatria os pais ficam confusos sobre os caminhos a seguir. Depois de alguma liberdade assistimos ao regresso de teorias rígidas. Não acredito em nada rígido em bebés e crianças. Acho que os pais têm de ser flexíveis e seguir os sinais que a criança vai dando, em vez de tentar impor os seus objectivos adultos aos filhos. Os pais esperam demasiado dos seus bebés e eu quero que eles saibam como os bebés desenvolvem competências e como os adultos podem ajudar a desenvolvê-las. É importante não se esperar muito demasiado cedo. Não acredito de todo em seguir regras rígidas de um qualquer livro ou autor. Não pretendo saber o que é melhor para os pais, porque só os próprios sabem isso. O que eu quero é transmitir confiança aos pais para seguirem os seus instintos, que estão sempre certos. Não acredito em ensinar os pais, porque parece-me de enorme arrogância que alguns especialistas saibam mais do que é melhor para a família. Não podem.

A geração actual de pais é muito criticada pelos avós por serem demasiado flexíveis, por serem escravos dos filhos, invocando as suas experiências, como por exemplo: «deixem o bebé chorar no quarto que depois acalma».
Sou absolutamente contra deixar um bebé chorar. Actualmente, todos sabemos o que acontece no cérebro dos bebés quando choram. Até um bebé ter seis meses não tem capacidade para se acalmar. Os bebés precisam de ser ensinados, encorajados a aprender a lidar com o choro, com a sensação de desconforto, a frustração. Os bebés precisam que lhes mostremos como fazer e a única forma de ensinar um bebé a acalmar-se é o adulto sossegá-lo calmamente para que se habitue a estas sensações boas. Ajuda falar baixinho e gentilmente, embalá-los, fazer festinhas, pegar ao colo. Estas sensações positivas e gratificantes vão ficando na memória do bebé que a pouco e pouco vai memorizando esse património positivo. Ao contrário, deixar um bebé chorar é cruel. Quando um bebé chora o cérebro desencadeia uma série de reacções desenvolvendo-se num determinado sentido para o resto da vida. É como uma impressão digital. Os bebés que são deixados a chorar serão mais mal dispostos, difíceis de confortar, choram muito, serão difíceis de acalmar e quando crescerem tornam-se crianças anti-sociais, menos afectuosas, não fazem amigos facilmente e vão ter problemas de aprendizagem na escola. E tudo isto acontece porque se deixa um bebé chorar. Por outro lado, se se confortar o bebé ele apreende os sentimentos amorosos de segurança e satisfação, o cérebro produz sensações agradáveis o que desencadeia um desenvolvimento num sentido completamente diferente. Esse bebé será naturalmente mais amistoso, fará amigos facilmente, será capaz de partilhar, afectuoso, com boa capacidade de concentração e terá um melhor desempenho na escola. Isto nós sabemos. É ciência. A ciência é que nos explica porque não devemos deixar um bebé chorar.

A ciência manda os pais pegar nos bebés ao colo, tocar, cantar, dar mimos
Sim.

Valoriza muito o conceito de família. As famílias hoje são muito diferentes.
É verdade que valorizo imenso. Acho que é o melhor ambiente para uma criança crescer, mas as famílias podem revestir todo o tipo de configurações. Eu própria tenho dois enteados e duas enteadas, onze netos e não faço qualquer distinção entre os filhos dos meus filhos ou os dos meus enteados. Na minha família há quatro avós. A felicidade é uma vitamina essencial para o crescimento. O amor também é. E para uma criança não interessa de onde vem o amor. Eles só querem é sentir esse amor porque os faz sentir bem, seguros, auto-confiantes.

Todos precisamos.
Mas é ainda mais importante para uma criança. Quanto mais pessoas uma criança tiver na sua família (na sua tribo) melhor será e mais probabilidades teremos de ter crianças saudáveis. Por isso, sim, sou defensora acérrima da família qualquer que seja o tipo de família. Acredito nas reuniões familiares alargadas, seja em festas de aniversário, ou outras.

Os rituais são importantes?
Todos os rituais, o Natal, a Páscoa, os aniversários. É fácil perceber como as crianças adoram estas festas. As que não têm família nessa dimensão por volta dos três, quatro anos escolhem figuras como o carteiro, a empregada, a professora, o cão, o gato porque todas as pessoas do seu mundo são a família deles. Por isso, as crianças adoram a ideia de famílias grandes e de muitas relações e adoram conhecer mais e mais gente, os primos afastados, os tios em terceiro ou quarto grau e percebem muito rapidamente.

As famílias são cada vez mais pequenas, há mais pais solteiros e filhos únicos. A família tem de ser a de laços de sangue? Os amigos podem desempenhar essa função
.
Claro. E podem promover dormidas em casa de amigos, saídas com amigos com filhos pequenos, trazer amigos da escola para casa.

Ser-se mãe ou pai solteiro não é uma questão.

Não deve ser. Ser mãe ou pai solteiro pode ser muito duro mas pode ser feito.

Se pedir ajuda fica mais fácil.
Claro e sabe uma coisa? O que é bom para a criança é bom para o pai ou mãe. É que se procurar trazer amigos da criança para casa, ou organizar saídas de amiguinhos o adulto naturalmente conhecerá outros pais, o que lhe permite alargar a sua própria rede de contactos sociais.

Mudando um bocadinho de tema, gostava de saber a sua opinião sobre a polémica de dormir com os pais (cosleeping). Nunca diz que os pais não podem levar os filhos para a cama.
É verdade.

Porque há tanta gente contra o co-sleeping?
Eu sei porquê. Em primeiro lugar há regras básicas: um fumador não deve ndormir com um bebé porque as toxinas dos cigarros ficam impregnadas na pele e na roupa e o bebé respira-as. Sabemos que os filhos de pais fumadores têm mais infecções respiratórias, gastroenterites. A segunda regra é que o bebé não deve dormir nunca ao pé de quem esteve a beber porque os reflexos do adulto ficam diminuídos e sem querer pode deitar-se em cima do bebé sem se dar conta. E o mesmo se aplica a quem toma drogas. É também muito importante que não se durma com um bebé num sofá porque fica muito calor e o bebé aquecer demasiado não é bom. É, aliás, um dos perigos identificados da morte súbita.
Eu tenho tanta preocupação com o sobre aquecimento dos bebés que a proximidade de um adulto na cama me faz recear. Mas isso já sou eu e os meus medos. Na vida real, eu sei que os pais levam os filhos para a cama deles e se essa for a única forma de fazer o bebé parar de chorar é muito tentador levar o bebé para a cama dos pais. Eu preferia que o berço estivesse ao lado dos pais, para que quando o bebé chorasse um deles levantasse o braço e fizesse festinhas ritmadas ao filho, que é muitas vezes o que eles precisam sentir.
O meu filho mais novo chorava bastante de noite e eu acabei por montar um colchão de campismo ao lado da cama dele. Se ele chorava eu levantava o braço, toca-lhe, dava-lhe umas pancadinhas amorosas e isso chegava para ele. Saber que eu estava ali confortava-o e sossegava-o. Sinceramente, acho este cenário preferível. A verdade é que se diz que os pais que levam os filhos para a cama têm um reflexo instintivo – isto aplica-se às mães não sei se os pais também têm – e que mantém um grau de alerta que as impede de se deitar em cima dos filhos. Não sei se está provado.
No fundo, o que eu acho é que cada família, cada pai e mãe é que têm de decidir. Eu só me sinto na obrigação de os informar dos riscos. E os pais decidem sempre pelo que é melhor para todos.

Nos primeiros anos a maioria dos pais é bastante rígida na alimentação. A partir dos três, quatro anos começam as asneiras, as excepções e a banalização de comida menos saudável. E as asneiras têm de ser grandes senão não tínhamos estes números assustadores de obesidade infantil. Como fazer para que as nossas crianças, desde pequeninas, gostem mais de comida saudável?
Temos de ir muito mais atrás do que os primeiros anos. Muitos estudos demonstram que o que a mãe come na gravidez, o bebé sente. Portanto, se quer que o filho goste de comida saudável deve comê-la durante a gravidez porque os sabores vão no sangue, atravessam a placenta para o bebé.
Para continuar a encorajar o gosto pela comida saudável, a mãe tem de alimentar-se correctamente enquanto amamenta, porque o sabor passa no leite e o bebé interpreta todos os sabores que recebe pela amamentação como boa comida.
Portanto se quer que os seus filhos gostem de brócolos, deve comê-los na gravidez e enquanto amamenta. Há uma experiência muito interessante que foi feita com grávidas: um grupo bebia sumo de cenoura e outro sumo de laranja. Depois de nascerem, aos seis meses, quando começavam com os sólidos os bebés das mães que tinham bebido sumo
de cenoura comiam cereais misturado com sumo de cenoura mas não comiam se fosse misturado no sumo de laranja. E vice versa. Se a grávida e a mãe comerem bem, a criança cresce com bons hábitos alimentares. E como também defendo que as crianças devem ser amamentadas em exclusivo até aos cinco/seis meses a partir do momento em o bebé consegue agarrar objectos e desenvolve a chamada pinça (pegar com o indicador e o polegar em pequenos objectos) sugiro que uma variedade de comida saudável deve ser oferecida ao bebé no tabuleiro da cadeira para que possa escolher o que quiser comer. Vários estudos demonstram que, se for dada comida variada a um bebé, ele tende a fazer escolhas saudáveis. Se quiser que o bebé coma vegetais primeiro, ofereça vegetais variados: ervilhas, brócolos, tomate, ervilhas, feijões. Aos poucos, começa-se a juntar proteínas, preferencialmente carne branca. A fruta também pode começar a ser dada: pedacinhos de banana, maçã, pêra. Todas as experiências têm de ser feitas quando o bebé tem fome.
As dificuldades começam com a socialização e as festas de aniversário da família e de amigos da escola.
Isso não tem de ser um problema, desde que se explique bem à criança que o que se passa em casa é o normal e o que se come em festas é raro. E não se fazem festas todos os dias. As crianças percebem muito bem a diferença.

Os números da obesidade infantil portuguesa, à semelhança de outros países, são assustadores.
Vi os números portugueses e estão bastante mal também. Acho que, em especial, as mães confundem comida com amor. Mas dar guloseimas e excesso de comida ou má alimentação não é dar amor é dar doenças, como a diabetes, doenças cardio-vasculares, e ataques cardíacos. Só alimentação saudável é amor.

Os programas que os Governos têm vindo a desenvolver em parceria com entidades académicas e empresariais fazem diferença?
Eu sei que sim. Vi os resultados de programas de combate à obesidade em 30 países, incluindo Portugal, e o impacto na obesidade infantil tem revelado uma taxa de sucesso impressionante. E o sucesso deve-se sobretudo ao envolvimento de muitos parceiros, desde os governos, à saúde, educação, à indústria alimentar no alcance de objectivos sustentáveis a longo prazo que requerem a colaboração estreita entre todos eles. E uma conclusão que retiro é que os programas cujos relatórios revelam melhores resultados são os que têm como aliados a indústria alimentar, que aposta na saúde dos consumidores o que acaba por lhes ser favorável em termos de mercado.

Estes programas permitem ter resultados a curto prazo?
Sim. Os que eu conheço revelam resultados imediatamente

QUEM É MIRIAM STOPPARD
Médica, especializou-se, desde 1970, nos temas da gravidez, parto e pediatria. Autora de inúmeros livros sobre saúde, Miriam Stoppard afirma que quer dar toda a informação disponível às famílias para criarem crianças felizes. Presença assídua na televisão inglesa em programas de medicina e saúde. Cronista habitual em jornais britânicos, veio a Portugal a convite da Nestlé para moderar um debate no Congresso de Nutrição, no Porto.

Fonte: Pais e Filhos

04 janeiro, 2011

2011 ... ano de desejos realizados!

Que 2011 seja para todos/as nós um ano de muitas metas alcançadas, muitos sonhos tornados realidades, muitos desejos atingidos, muitos pequenos grandes acontecimentos que nos levem a valorizar o que realmente tem valor, o que realmente importa ...

Que 2011 seja um ano de muitos, felizes, plenos e poderosos nascimentos...de bebés, mães e pais empoderados e decididos!

Que 2011 seja um ano de pequenas grandes mudanças que levem todos/as a um melhor e maior respeito pelo/a outro/a, pela mulher - grávida e não grávida -, pelo homem - futuro pai - e pelo bebé, por todos os bebés...os que já nasceram e os que ainda estarão para chegar!

Que 2011 seja apenas e tudo o que mais desejarem...

27 dezembro, 2010

Divulgação - “Tudo sobre a Síndrome de Asperger”

Livro da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger

“Tudo sobre a Síndrome de Asperger” é título de um livro que a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger lançou na semana passada, sobre esta doença que afecta cerca de 40 mil crianças e jovens em Portugal, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.

O livro da autoria do psicólogo clínico Tony Atwood foi baseado nos quase trinta anos de experiência directa do especialista, que afirma dar os parabéns às crianças a quem é diagnosticada a síndrome. "Isto não significa ser maluco, mau ou deficiente, mas sim pensar de maneira diferente", explicou o médico.
A Síndrome de Asperger é uma forma de autismo principalmente caracterizada pela dificuldade que as crianças sentem em socializar, inteligência normal ou acima da média, com fraca coordenação e percepção grafo-espacial e interesses restritos ou preocupações obsessivas. Os sintomas tornam-se evidentes a partir do terceiro ano de vida.
Suspeita-se que personalidades como Fernando Pessoa, Albert Einstein, Isaac Newton, Mozart, Darwin, Stanley Kubrick ou Andy Warhol tenham sofrido desta doença.


Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Serotonina pode ser chave para síndroma da morte súbita no bebé


Estudo da Harvard Medical School


Os níveis baixos de serotonina podem ser os responsáveis pela síndrome de morte súbita do lactente (SMSL), aponta um estudo da Harvard Medical SchoolKinney, EUA, que traz mais dados para compreender esta condição que tanto sofrimento traz às famílias.

De acordo com os cientistas, liderados por Hannah Kinney, a carência de serotonina afecta a capacidade de o bebé acordar quando a sua saúde é posta em risco por diversas causas, nomeadamente pela falta de oxigénio. A serotonina é um neurotransmissor fortemente relacionado com as funções vitais do organismo, incluindo os ciclos de sono.
Neste estudo, os investigadores verificaram que os níveis de serotonina de 35 bebés que morreram de SMSL foram 26% inferiores aos dos bebés que morreram de causas conhecidas. Nas autópsias realizadas aos bebés também foi observado que os níveis de triptofano hidroxilase – uma enzima importante para a produção de serotonina - eram 22% mais reduzidos nos bebés com a síndrome do que nas crianças morreram de causas diferentes.
De acordo com os investigadores, em comunicado enviado à imprensa, o próximo passo na investigação será o de encontrar uma maneira de identificar os bebés que sofrem desta baixa nos níveis de serotonina.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

A evolução do parto

O parto tem evoluído muito nos últimos anos, principalmente no sentido de maior segurança. Hoje em dia, continua a evoluir mas re-tomando uma nova dimensão: a consciência de que o parto não é apenas um acto clínico, mas sim o nascimento de uma nova vida. Representa um crescimento, uma transição psíquica e emocional profundíssima para a mulher, o primeiro encontro entre mãe e filho, e o surgir de de uma nova família. Isto significa que a mulher deve poder aceder à experiência de parto que para ela seja a mais gratificante, e neste sentido o parto natural salienta-se como o mais recomendado pela OMS em termos de bem-estar físico e emocional para mãe e bebé.


Uma entrevista com António Ferreira, enfermeiro obstetra do Hospital de Coimbra, um fantástico profissional e uma maravilhosa pessoa que tive já o enorme prazer de conhecer.

Michel Odent em Portugal - Entrevista no Entre Nós

Vale muuuuuuuuiiiiiiiiiitttttttttooooooooooo a pena ouvir este SENHOR!



26 dezembro, 2010

Uso de telemóvel na gravidez associado a problemas comportamentais das crianças

Mais vale prevenir...

Estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”

As mulheres grávidas que utilizam frequentemente o telemóvel têm um maior risco de terem filhos com problemas comportamentais, especialmente se as crianças também começarem a usá-lo desde cedo, revela um estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”.


Para este estudo, os investigadores da University of Califórnia, nos EUA observaram dados de 28 mil crianças com sete anos de idade e das suas mães, que fizerem parte de um grande estudo que envolveu a participação de 100 mil mulheres que estiveram grávidas entre 1996 e 2002.

As mães forneceram informações detalhadas sobre o seu estilo de vida, dieta e factores ambientais ao longo de quatro longas entrevistas por telefone, durante e após a gravidez.

Quando os filhos atingiram os sete anos de idade, as mães foram novamente questionadas sobre a saúde dos seus filhos, nomeadamente quanto ao seu comportamento, o qual foi avaliado com base em escalas de avaliação validadas. Foi também solicitado às mães informação sobre uso do telemóvel durante a gravidez, assim como o uso do telemóvel pelos filhos.

O estudo revelou que cerca de 3% das crianças tinham problemas comportamentais e 3% também apresentavam comportamentos anormais.

Os investigadores também constataram que as crianças cujas mães utilizaram durante a gravidez o telemóvel e que também usavam o aparelho desde tenra idade tinham um risco 50% maior de ter problemas de comportamento. Quanto aquelas que só foram expostas ao telemóvel antes do nascimento tinham um risco 40% maior de desenvolver este tipo de problemas, enquanto as que não tinham sido expostos durante o período pré-natal, mas que tinham acesso a este tipo de dispositivo aos sete anos de idade tinham um risco 20% maior de terem problemas comportamentais.

Os autores do estudo, liderados por Leeka Kheifets, revelam em comunicado enviado à imprensa que "embora seja prematuro interpretar estes resultados como causais, estamos preocupados com o risco associado à exposição precoce aos telemóveis, que, se for real, seria de interesse da saúde pública, dado o amplo uso desta tecnologia."

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Cheiros e sabores gravados no cérebro do feto

Dieta da grávida condiciona escolhas alimentares do filho, ao longo da vida.
A alimentação de uma grávida sensibiliza o bebé para determinados cheiros e sabores. Mas além disso tem consequências físicas no cérebro que vão condicionar aquilo que ele vai escolher comer, mais tarde, ao longo da vida.
São conclusões de um grande estudo realizado durante dois anos na Universidade do Colorado, EUA. O olfacto e o paladar são condicionados desde a vida intra-uterina pelas escolhas alimentares da grávida. A estrutura cerebral que processa o odor é também afectada durante o desenvolvimento fetal pelos alimentos ingeridos pela mãe. Este processo continua durante os primeiros meses de vida, quando o bebé é amamentado.
Segundo a investigadora Josephine Todrank, que liderou o estudo, se a grávida bebé álcool, a apetência do filho por bebidas alcoólicas será grande, pois o que vem da mãe é instintivamente entendido pelo bebé em desenvolvimento como sendo seguro. Da mesma forma, se a mãe escolhe alimentos saudáveis, o bebé terá tendência para adoptar, no futuro, esse padrão. Tudo o que é experimentado no útero fica gravado na mente como sendo adequado, saudável. E será assim para o melhor e para o pior.
Este trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B..

Fonte: IOL Mãe

A voz da mãe activa o cérebro do recém-nascido

Actividade cerebral é mais intensa quando a mãe fala e as zonas ligadas ao desenvolvimento da linguagem acordam. A voz da mãe activa o cérebro dos recém-nascidos de uma forma que não acontece com outras vozes.

Investigadores da Universidade de Montreal observaram a actividade cerebral de bebés com menos de 24 horas de vida, através de electrodos ligados nas suas cabeças, ao ouvirem a voz da mãe, durante o sono, e a voz de uma enfermeira.

E descobriram que quando a mãe fala o hemisfério esquerdo do cérebro reage de forma mais intensa. Áreas ligadas à linguagem e à actividade motora são inequivocamente activadas. Quando ouvem a voz da enfermeira, o cérebro não reage da mesma forma, verificando-se apenas actividade, menos intensa.

Esta é uma descoberta importante que aponta a hipótese de a voz da mãe funcionar desde as primeiras horas de vida do bebé como desencadeadora de todo o desenvolvimento cerebral ligado à linguagem.

Os resultados da investigação foram publicados na publicação científica Cerebral Cortex.

Fonte:IOL Mãe

14 dezembro, 2010

Parto natural é seguro após cesariana

Recomendação de especialistas norte-americanos


Ter um parto vaginal depois de o último ter sido por cesariana é perfeitamente seguro e as mulheres deveriam ter essa opção, recomenda um painel de especialistas norte-americanos do National Institutes of Health (NIH).

"A ideia errada de que dar à luz por parto vaginal depois de uma cesariana não é aconselhável e o crescente número destas intervenções cirúrgicas nos últimos 15 anos levariam a crer que a repetição de uma cesariana seria preferível ao trabalho de parto", considerou, em comunicado enviado à imprensa, F. Gary Cunningham, presidente do painel de especialistas dos NIH e director do serviço de obstetrícia e ginecologia do Centro Médico Southwestern, da University of Texas, em Dallas, EUA.

Contudo, o especialista considera que as provas disponíveis sugerem um panorama muito diferente: “vale a pena considerar o trabalho de parto e ele até pode ser o indicado para muitas mulheres” cujo último parto tenha sido por cesariana.

Os especialistas citaram uma "rigorosa investigação" que demonstrou que a tentativa de ter um parto natural é bem sucedida em 75% dos casos e que as mulheres são menos propensas a morrer se lhes for permitido fazer trabalho de parto natural, mesmo que terminem por dar à luz por cesariana.

Alguns médicos temem que as incisões da primeira cesariana se abram durante a pressão das contracções, pondo em risco a mãe e o bebé. Contudo, referem os especialistas dos NIH, vários estudos indicam que a taxa de ruptura é inferior a 1%.

O Colégio de Obstetrícia e Ginecologia dos EUA não recomenda o parto vaginal a mulheres que tenham sido submetidas a três ou mais cesarianas.

A taxa de cesarianas tem aumentado nos países ocidentais. Portugal, por exemplo, é o segundo país da União Europeia com maior taxa de cesarianas. Em 2009, 35,3% dos nascimentos no país ocorreram através desta cirurgia.

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

"Um terço das gravidezes normais evolui para parto de risco"... e o total desrespeito pelas recomendações da OMS

As coisas que se discutem em encontros mediados por médicos... claro está que o que alegam como o motivo para a necessidade imperativa de um "acompanhamento" (leia-se controlo) durante o parto, não é mais, em bom rigor, que causado, possivelmente em 99% dos casos, pelo total desrespeito pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde, ou seja pelo exercicio abusivo desse controlo...ups desculpem, "acompanhamento"!


Estudo do Hospital de Santa Maria


Um terço das mulheres com gravidezes normais tem partos que evoluem para uma situação de risco médio ou elevado, segundo um estudo do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, apresentado no Simpósio Clínica do Parto II.

Dados internacionais apontam para uma taxa de 25% de partos de risco, mas este estudo revela que, em Portugal, a taxa é superior: 34,7%.

O estudo incluiu 395 mulheres com menos de 35 anos e com gravidezes vigiadas, sendo que, deste grupo, 137 mulheres tiveram partos com situações de risco. Os principais motivos foram suspeitas de sofrimento fetal e distocia, que obrigaram muitas vezes ao recurso a cesarianas ou a instrumentos como fórceps ou ventosas.

Excluindo os 20% de gravidezes já consideradas de risco, esta taxa vem demonstrar que cerca de 20 a 25 mil partos de mães sem qualquer doença prévia e que vigiaram a gravidez podem ter alguma complicação, o que tem levado especialistas, como Luís Graça, director do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, a defender o parto em ambiente hospitalar.


Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

09 dezembro, 2010

Falta de leite materno pode estar ligado a tensão alta

Estudo acompanhou pessoas até aos 30 anos


Bebés alimentados com substâncias à base de laticínios apresentam, na vida adulta, uma tensão arterial mais alta do que bebés alimentados com leite materno.

O estudo britânico, publicado na revista «American Journal of Clinical Nutrition», vai ao encontro de vários outros nos quais se afirma que a substituição do leite materno pelo leite de vaca pode levar a problemas cardíacos na vida adulta.

A Academia Americana de Pediatras diz que as mães devem amamentar os filhos pelo menos até ao primeiro ano de vida, ou mais se possível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que dois anos é o prazo mínimo.

Bebés que recebem leite materno são mais saudáveis, possuem menos probabilidades de ficar obesos e podem apresentar um melhor funcionamento do cérebro, mostraram estudos. Os fabricantes de leite para crianças têm prestado atenção aos estudos científicos e tentam aproximar a fórmula dos seus produtos da composição do leite humano.

Mas, nos anos 70, essas fórmulas baseavam-se no leite de vaca, e a amamentação estava fora de moda em países como os EUA e a Grã-Bretanha.

A equipa liderada por Richard Martin, da Universidade de Bristol, acompanhou o desenvolvimento de bebés examinados entre 1972 e 1974. Agora, com cerca de 30 anos, essas pessoas podem ser divididas em dois grupos. Os que foram alimentados com a fórmula feita à base de leite de vaca ficaram mais altos, mas apresentam maior tensão arterial, descobriu a equipa de Martin.

A tensão alta pode provocar problemas cardíacos, tais como ataques no coração. Esse factor pode ter sido provocado pela alta concentração de sódio no leite de vaca, disseram os cientistas. Mas, outros factores também foram citados. «As mães da Grã-Bretanha que amamentaram contaram, provavelmente, com uma educação melhor e devem ter encorajado os seus filhos a adquirir hábitos alimentares mais saudáveis, ao contrário do que aconteceu com mães que não amamentaram».

Traduzido e adaptado por:
Paula Pedro Martins
Jornalista
MNI-Médicos Na Internet

Fonte: Alert

08 dezembro, 2010

Este Natal...ofereça mimos!!!!

O Natal está a chegar e é altura de pensar naquele mimo para oferecer...original e útil!!


Vale de Oferta
Barriga de Gesso

A barriga de gesso oferece a oportunidade de guardar para sempre o momento em que a vida da mãe e a do seu bebé eram uma só, tornando-se na melhor recordação que a mãe pode ter da sua gravidez e o bebé do seu primeiro lar.

Duração: 1h00
Comparticipação: 30€ (ou 35€ magnetizada)

 

Vale de Oferta
Workshop de Massagem do Bebé
(Massagem e Banho Shantala – workshop prático)

Consiste em dois encontros onde se pratica a massagem e se debate a sua importância e benefícios. Pode ser também um momento em que se partilham e esclarecem dúvidas, no sentido de facilitar o vínculo entre mãe/pai/bebé e se ensina a técnica da massagem e do banho shantala ao longo de todo o corpo do bebé. Tudo isto no sentido de potenciar de uma forma saudável através do toque a relação pais – bebé.
Duração: 2 encontros de aproximadamente 1h
Comparticipação: 30 euros (podem participar o pai e a mãe)



Vale de Oferta para
Preparação para o Nascimento
para uma gravidez informada e consciente

São 9 encontros, de cerca de 2 horas, onde de uma maneira informal e prática são trabalhados diversos assuntos, com o intuito de preparar o casal para o nascimento... de um bebé, de uma mãe, de um pai… de uma família.

Duração: 9 encontros de 1h30/2h00
Comparticipação: 25€ por encontro – total 225€ ou 200€ se pago na totalidade



Temos outras ideias e ofertas…peça informações !!!!